AES Tietê passa a se chamar AES Brasil e lança plataforma digital

Energia+ busca oferecer energia de forma inteligente a pequenos e médios consumidores livres. Empresa quer ser primeira opção do consumidor no mercado livre

A AES Tietê anunciou nesta terça-feira, 24 de novembro, que passará a adotar o nome AES Brasil no país. A geradora é uma das maiores no setor e tem ativos hídricos, eólicos e solares. Mas as novidades não ficam apenas na mudança de nome. O CEO da empresa Ítalo Freitas Filho, também anunciou o lançamento da Energia+, uma plataforma digital de migração para o ACL destinado a médios e pequenos consumidores elegíveis ao Mercado Livre. O executivo enfatizou ainda o posicionamento estratégico da empresa de apostar no ambiente de contratação livre, atuando em todos os seus segmentos de consumo com energia renovável e oferecendo produtos inteligentes. “O objetivo é ser a primeira opção no mercado livre de energia”, afirma.

Nova logomarca da AES Brasil, ex-AES Tietê

O executivo da AES Brasil conta que o diferencial da Energia+ é que ela não é apenas uma plataforma de migração voltada para a comercialização de energia, mas sim que ajuda o cliente a consumir energia de uma forma mais eficiente e inteligente. A empresa se aproveita da expertise que já tem devido as suas próprias usinas, em que já lida com aspectos como sistemas de análise de risco, hidrologia e meteorologia. “Vamos colocar isso em uma plataforma e ofertar para os nossos clientes, é isso que trazemos para a plataforma”, avisa Freitas Filho.

Aspectos da migração e do ACL que soam comuns para grandes consumidores aparecem como complexo para os de carga menor. Ainda de acordo com o executivo, é difícil para um cliente de carga menor entender que as hidrologias dos períodos chuvoso e seco poderão ter variação de preços e é aí que a plataforma atua, fornecendo a informação que é relevante. A facilidade da informação “Ele quer o custo menor, mas informação para ele consumir corretamente essa energia e facilidade, o que significa que tudo vai ser resolvido dentro da plataforma”, aponta.

A plataforma vai atuar de forma colaborativa com Energytechs e Fintechs. Uma das start ups é a IOUU, que vai oferecer crédito a juros negociados para os clientes para o financiamento da adequação da migração. Outra vantagem que ele poderá adicionar na sua cesta é a oferecida por uma energy tech de eficiência energética, que extrai dados precisos de energia. “A  gente deve monitorar o cliente e dar para ele uma forma inteligente de consumir”, observa o executivo.

Segundo Freitas Filho, o investimento na plataforma não foi alto, já que os sistemas já existiam dentro da AES Brasil, sendo necessárias apenas as suas adequações para a Energia+. “Foi uma forma inteligente que o time desenvolveu para ofertar o melhor produto para o cliente a um baixo custo”, avisa.

A abertura total do mercado livre de energia, prevista para 2024, é aguardada pelo setor. Segundo Freitas Filho, o que vai determinar a intensidade da migração será a facilidade do processo. Hoje o consumidor que está no ambiente cativo só precisa pagar a sua conta à distribuidora, o que é um processo simples. Por outro lado, ele poderia ter uma energia mais barata caso estivesse no ACL e tivesse mais informações sobre o seu consumo e o melhor contrato de energia. “Na hora que [o consumidor] conseguir extrair dados que gerem valor para ele, é o que vai fazer com que o cronograma tenha mais adesão”, conclui.