Algar Telecom inaugura UFV e chega a 65% de matriz renovável

Projeto Capim Branco II custou R$ 23 milhões e somado a outra usina atenderá a 90% das necessidades energéticas da empresa em Minas Gerais

A Algar Telecom anunciou o início da operação de sua segunda usina solar, construída para atender as necessidades energéticas das operações da companhia e dos parceiros Pacto Energia e Argon Energias, proprietárias do ativo, além da Alsol Energias Renováveis, responsável pela operação e pela manutenção. O investimento feito pelas proprietárias da UFV Capim Branco II, de 5,9 MWp em Uberlândia (MG), foi de cerca de R$ 23 milhões.

Com a inclusão do novo projeto, a empresa do Grupo Algar atenderá quase 90% da necessidade de energia das suas unidades de baixa tensão em Minas Gerais, totalizando mil unidades se forem somadas as 280 estações da primeira usina. Além disso, ampliará de 18% para 33% o uso de energia fotovoltaica e chegará a um total de 65% no uso de energias renováveis incentivadas.

A fazenda solar ocupa uma área de 7,93 hectares e conta com 17.820 painéis fotovoltaicos. Considerando a geração prevista de 9.415 MWh/ano, o ativo é capaz de abastecer cerca de 5 mil residências, levando em conta um consumo médio brasileiro de 159 kWh/mês, segundo o Anuário Estatístico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

A UFV já está em operação e gerando créditos para a companhia, com toda sua capacidade de geração sendo direcionada para os créditos energéticos da Algar Telecom, trazendo um ganho líquido de 5% nas contas da Cemig.

Matriz elétrica própria – A Algar Telecom decidiu começar a trabalhar com matriz elétrica própria em 2011, após um diagnóstico da área de governança climática, que verificou que a principal fonte de emissão de gases poluentes era fruto do consumo de energia, iniciando a o primeiro projeto em 2013, com 28 painéis em Uberlândia (MG). Depois, em 2018, inaugurou a primeira usina, Capim Branco.

“Por mais que adotássemos medidas de eficiência, percebemos que era preciso contribuir de forma mais intensiva e não esperar que o poder público resolva sozinho a questão climática. Decidimos então investir nas renováveis pelos resultados ambientais e socioeconômicos que temos registrado até aqui”, comenta Luis Lima, vice-presidente de Operações, Tecnologia e Evolução Digital.