Função de custo futuro do Decomp mantém-se estável

Expectativa de diminuição das afluências contribui para aumento de 0,2% no valor médio calculado pelo modelo computacional em todos os submercados

Os preços semanais da função de custo futuro do modelo DECOMP, para o período de 9 a 15 de janeiro, para todos os submercados aumentaram em 0,2%, passando de R$ 287,82/MWh para R$ 288,29/MWh. Com a entrada oficial do PLD horário desde 1º de janeiro de 2021, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica passou a divulgar semanalmente a FCF, resultados estes sem valor comercial.

De acordo com a entidade, o principal fator responsável pelo aumento da função de custo futuro foi a expectativa de diminuição das afluências nos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste. Para janeiro, espera-se afluências em torno de 66% da média de longo termo (MLT) para o sistema, sendo aproximadamente 71% na região Sudeste, 67% na região Sul, 42% na região Nordeste e 62% na região Norte.

A carga, assim como informado pelo ONS no PMO, do Sistema Interligado Nacional não terá alteração.

Os níveis dos reservatórios do SIN ficaram cerca de 1.450 MW médios acima do esperado. Os níveis estão mais altos no Sul em 1.214 MW médios, Nordeste em 464 MW médios e Norte em 589 MW médios. No sentido contrário está o Sudeste com retração de 817 MW médios.

O fator de reajuste do MRE previsto para o mês de janeiro de 2020 passou de 73,1% para 70,2%. Os Encargos de Serviço do Sistema (ESS) para janeiro está estimado em R$ 340 milhões sendo R$ 3,3 milhões devido a restrições operativas, R$ 212,6 milhões devido ao despacho termelétrico por segurança energética, R$ 2,9 milhões por unit commitment e R$ 121,6 milhões devido à importação por segurança energética.

A CCEE lembrou que em janeiro deve continuar ocorrendo despacho por segurança energética visando garantir a não degradação do armazenamento do SIN.