EDP: energia distribuída cresceu 1,9% no último trimestre de 2020

Apesar da alta no período, resultado do ano mostra recuo de 4,6%

O volume de energia distribuída pelas concessionárias da EDP no quarto trimestre de 2020 cresceu 1,9%. Na EDP São Paulo, o aumento ficou em 2,5%, enquanto na EDP Espírito Santo, a subida chegou a 1%. Já no ano de 2020, o volume de energia distribuída apresentou redução de 4,6%, sendo 3,4% na EDP SP e 6,3% na EDP ES.

De acordo com a EDP, o consumo de energia distribuída no trimestre refletiu a recuperação da economia frente aos demais trimestres do ano, resultado da retomada gradual do comércio e da indústria ao longo do terceiro trimestre. Apesar dessa recuperação, os números do ano mostram os efeitos da pandemia, que impactou na atividade comercial e industrial. O aumento em 2,2% na base de clientes. O número de clientes livres, aumentou 25,6%, com 165 clientes na EDP SP e outros 99 na EDP ES, em função de migrações.

Na EDP SP, o consumo residencial subiu 9,2% no ano e 5,8% no trimestre, refletindo a expansão no número de clientes e o maior número de dias médios faturados. As medidas de isolamento social, incentivadas como medidas de prevenção do Covid-19, influenciaram a população a ficarem em suas casas, resultando em aumento de consumo da classe. No trimestre, as temperaturas mais elevadas contribuíram para o aumento do consumo. Na classe industrial, o aumento de 4,4% no trimestre veio com a recuperação do setor. No ano, a redução de 5,1% vem da desaceleração da atividade econômica e da paralisação de diversas plantas industriais. O consumo comercial caiu 6,4% no trimestre e 11,3% no ano, também impactado pela pandemia.

Na outra distribuidora do grupo, a EDP ES, o consumo residencial subiu 5,1%no trimestre e 0,9% no ano, também puxado pela alta no número de clientes e pelas  medidas de isolamento social. Na indústria, o crescimento de 2,2% no trimestre reflete mais dias médios faturados na alta e média tensão, além do aumento no consumo de grandes clientes de minerais não-metálicos, metalurgia e produtos químicos, decorrentes da retomada das atividades industriais. No ano, a queda de 9% foi causada pela redução do consumo da Vale devido a desdobramentos da sua  paralisação de suas atividades em Brumadinho-MG. Na classe comercial, as reduções de 5,2% no trimestre e de 10%, no ano vieram do isolamento social, apesar da flexibilização e da reabertura gradual do comércio. Temperaturas mais amenas no estado  também contribuíram para essa redução.

Em 2020, a energia comercializada somou  25.554 GWh, um aumento de 6,3%. A empresa adotou medidas de modo a apoiar seus consumidores e parceiros de negócio. No ano, o preço de energia passou por volatilidade, o que trouxe boas oportunidades de negócios e um ligeiro aumento na transação de energia. No trimestre, o volume de energia comercializada totalizou 4.854 GWh, caindo 55,4%. De acordo com a EDP, a queda é explicada pelo volatilidade no preço refletindo em aumento do risco de crédito entre os pares de mercado e às medidas protetivas para um cenário de default.

Na geração hídrica, o volume de energia vendida chegou a 1.664 GWh, o que mostra uma redução de 53,8% no trimestre, devido ao menor volume de energia vendida por Energest, Enerpeixe e Lajeado, pelo menor volume de contratos bilaterais estabelecidos com agentes e com a comercializadora da EDP. Em relação aos projetos não consolidados, o volume reduziu 2,1%. No ano, o volume de energia ficou em 6.602 GWh, caindo 37,5%. O GSF médio de 68,3%4 no trimestre é resultado de uma exposição de 648,3 GWh5, ao PLD médio de R$ 352,35/MW. No asno,  o GSF médio é de 79,9%, refletindo exposição de 1.445 GWh a um PLD médio de R$ 176,85/MWh.