CTG Brasil e SENAI firmam parceria para combate à pandemia de Covid-19

Os projetos receberam investimento de R$ 8 milhões

A CTG Brasil firmou três parcerias com a rede nacional de Institutos SENAI de Inovação em 2020, com investimentos de Pesquisa e Desenvolvimento para combater a pandemia de Covid-19. No total, os projetos receberam R$ 8 milhões, que somam recursos dos dois parceiros. O montante aportado pela CTG Brasil faz parte dos recursos financeiros destinados ao Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica, promovido pela Aneel.

Uma das iniciativas do projeto prevê o uso de inteligência artificial para aumento de segurança nas usinas de geração de energia limpa da CTG Brasil, em parceria com o Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados (ISI-SE), localizado em Florianópolis (SC), e o Instituto SENAI de Inovação para Tecnologia da Informação (ISI-TICs), localizado em Recife (PE). Por meio de visão computacional ligada a câmeras com termovisão, o objetivo é detectar o uso correto de equipamentos de proteção individual (EPI), medir a temperatura de colaboradores, distanciamento social e evitar riscos diversos. A tecnologia deve gerar alertas automáticos, complementando o trabalho presencial de técnicos de segurança que circulam pelas usinas.

Outro projeto de P&D tem como foco reduzir a exposição dos colaboradores das usinas ao vírus da proliferação da Covid-19. Trata-se do desenvolvimento, em parceria com o Instituto SENAI de Inovação em Automação, localizado no SENAI-CIMATEC, em Salvador (BA), de um túnel de desinfecção para equipamentos e colaboradores em ambiente industrial.

O último projeto, em parceria com o Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos e Fibras, unidade integrante do SENAI CETIQT, no Rio de Janeiro, é responsável pela produção de testes rápidos de diagnóstico sorológico de Covid-19, com investimento conjunto de R$ 2,1 milhões. Cerca de três milhões de testes serão produzidos mensalmente a partir da aprovação da ANVISA, para disponibilização ao Sistema Único de Saúde (SUS) e venda a laboratórios da rede particular. O projeto ainda conta com as parcerias da Bio-Manguinhos/Fiocruz, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da empresa de biotecnologia Advagen Biotech.