PDE 2030: EPE e MME divulgam caderno de Parâmetros de Custos

Custos de implantação e operação para fontes eólica e solar reduziram em relação ao PDE 2029, enquanto térmicas, usinas reversíveis e baterias sentiram mais a elevação da moeda estrangeira

A Empresa de Pesquisa Energética lançou na última quarta-feira, 27 de janeiro, o caderno de Parâmetros de Custos de Geração e Transmissão do Plano Decenal de Expansão de Energia 2030, apresentando detalhes das fontes energéticas consideradas como oferta para a expansão de energia nos estudos, assim como os custos referenciais de expansão das interligações entre os subsistemas.

De acordo com a publicação, elaborada anualmente sob as diretrizes e o apoio da equipe da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético (SPE/MME), as fontes eólica e fotovoltaica tiveram seus custos de implantação e operação reduzidos, refletindo as tendências de mercado observadas. Já fontes como PCH e CGH, Biomassa (Bagaço de Cana, Cavaco de Madeira) e Biogás mantiveram os níveis de custos equalizados com os utilizados para o PDE 2029.

Alguns custos de Termelétricas a Gás Natural, a Carvão, Nuclear, Eólica Offshore e de tecnologias de armazenamento, como Usinas Reversíveis e Baterias, apresentaram aumento em relação ao levantamento do ano passado, o que pode ser justificado, na maioria dos casos, ao maior valor adotado como referência de moeda estrangeira, quando comparado com o PDE anterior, que tem grande impacto em parcelas desses valores.

Vale lembrar que novas tecnologias como Fotovoltaica Flutuante e Biogás – RSU passaram a ser consideradas a partir desta análise, não tendo assim base de comparação. Outros pontos abordados são a Repotenciação e Modernização (R&M) de usinas hidrelétricas, Retrofit de UTE, Resposta da Demanda, CVU e custos em Transmissão, além de outros, como Déficit de Energia e Penalidade de não atendimento à Capacidade.