S&P: resultados da Neonergia superaram expectativas e permitem investimentos

Ativa Investimentos chama atenção para resultados do segmento de redes e renováveis

Relatório da agência de classificação de risco Standard &Poor’s mostra que os resultados de 2020 do Grupo Neoenergia foram ligeiramente melhores do que as expectativas. A expectativa da agência é que por conta de melhores métricas de crédito a empresa continue expandindo seus negócios no mercado regulado e de energias renováveis. A Neoenergia está finalizando o processo de aquisição da CEB (DF) por R$ 2,5 bilhões, o que vai exigir uma reorganização nos próximos anos. O relatório não constitui uma ação de rating.

A S&P previa que a o grupo registraria um índice de dívida sobre o Ebitda entre 3,5 vezes a quatro vezes em 2020, mas o índice ficou em 3,1 vezes. A melhora no desempenho resulta de uma redução no consumo de eletricidade menor do que a esperada anteriormente. O consumo de eletricidade da Neoenergia caiu apenas 1,5% em 2020, comparado a 2019. A projeção inicial era de queda alinhada ao PIB, que era esperado recuar 4,7% em 2020.

Ainda segundo a S&P, a estratégia de crescimento do negócio regulado e de geração renovável da Neoenergia está alinhada à da espanhola Iberdrola, controladora do grupo. Apesar do melhor desempenho, a S&P continua projetando um índice de dívida sobre Ebitda em 3,5 vezes a quatro vezes para a Neoenergia, consistente com seus atuais rating de crédito de emissor e perfil de crédito individual.

A Ativa Investimentos, que espera uma reação positiva do mercado frente aos resultados apresentados, também classificou em relatório os resultados da Neoenergia como acima das expectativas, com destaque para o crescimento operacional do segmento Redes. Segundo a Ativa, o crescimento na área de renováveis também foi motivo de destaque, em especial ao resultado em geração hidrelétrica.

Os pontos negativos salientados pela Ativa Investimentos ficaram com a queda de 2,4% no consumo industrial cativo; para a rubrica de PMSO, que subiu 12% devido ao aumento de ações de cobrança e corte, gastos não recorrentes em função da CEB e de baixa de ativos em Pernambuco; e para o aumento das perdas totais nos estados de Pernambuco e da Bahia, que seguem desenquadradas frente aos parâmetros regulatórios.