Shell Energy e Gás Bridge são autorizadas a importar GNL até 2024

Decisão do MME estabelece limites de 36,5 milhões e 25,6 milhões de m³ vindo de outros países para as comercializadoras e também aprova compra de gás natural da Bolívia pela Gerdau e CDGN Logística

O Ministério de Minas e Energia aceitou as solicitações da Shell Energy do Brasil e da comercializadora da Gás Bridge, aprovando as importações de até 36,5 milhões e 25,6 milhões de m³ de Gás Natural Liquefeito (GNL) vindo de diversos países, com mercado potencial para o segmento termoelétrico, distribuidoras e consumidores livres e empresas locais do insumo no Sudeste e Nordeste. A autorização tem validade até 2024.

De acordo com as decisões, publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 17 de março, por meio das portarias nº 494 e 495, a matéria-prima terá sua logística via transporte marítimo, com local de entrega no Terminal de Regaseificação em Salvador (BA).

Outras três autorizações foram concedidas pelo MME para a CDGN LogísticaGerdau Summit Aços Fundidos e Forjados e Gerdau Aços Longos, a primeira podendo importar um volume total de até 4 milhões m³/dia de gás natural da Bolívia para distribuidoras e consumidores livres.

Já a produtora de aço poderá comprar até 150.000 m³ de gás ao dia para sua unidade fabril em Pindamonhangaba (SP) e até 100.000 m³/dia para as filiais Açonorte e Cearense, além de mais 100.000 m³ ao dia para a fábrica Riograndense. Ambas logísticas acontecerão pelo gasoduto entre os dois países, com ponto de entrega próximo à Cidade de Corumbá (MS).