Light prepara plano estratrégico para combater perdas

De acordo com novo presidente da distribuidora, projeto envolve a vinda de profissionais com expertise no assunto, treinamentos e aproximação com sociedade

A Light (RJ) pretende continuar a fazer do combate as perdas de energia sua profissão de fé nos próximos anos. Em teleconferência de resultados realizada nesta sexta-feira, 19 de março, Raimundo Nonato Castro, que assumiu a presidência da empresa em outubro do ano passado, revelou que está em curso um projeto de combate que envolve a vinda de profissionais com a experiência no tema. Segundo ele, a Fundação Falcone está fornecendo subsídio para a estruturação de um plano de ação. “Vamos fazer um projeto com a participação de entes e entidades do um estado como o Rio de Janeiro”, explica. A concessionária carioca é uma das líderes do país em perdas não técnicas. o volume de perdas já chegou a ser equivalente ao do consumo do Espírito Santo.

Castro prometeu uma relação mais próxima com órgãos como o Ministério Público, a Defensorias Pública, a prefeitura do Rio e governo do estado. Para o executivo, a concessão tem um grande potencial. “Se não acreditássemos não estaríamos aqui”, avisa. Em 2020, o foco foi combater as perdas nas chamadas áreas possíveis, buscando clientes que estavam cortados e trazendo-os para a base de clientes. Um programa de blindagem e troca de medidores também foi realizado.

O projeto ainda não tem metas claras e os planos estão seno desenhados por essa equipe que chegou à empresa. Ainda segundo Castro, apesar do combate não ter sido interrompido, os resultados mais significativos no combate vão demandar um tempo para aparecer. “Das empresas que tiveram sucesso, a coisa não acontece da noite para o dia, tem treinamento, adaptação e conhecimento da região”, aponta. Mesmo assim, já estão sendo captados desvios que eram incomuns. Prometendo uma evolução ano a ano, Castro tem a expectativa que em quatro a cinco anos os resultados efetivos se consolidem.

A avaliação é que ainda há ‘gordura’ no combate nas regiões chamadas convencionais dentro da área de concessão. Um terço das perdas não técnicas está áreas convencionais e dois terços está nas áreas especiais. A forma de atuar está sendo revisitada para avançar mais nas redução. Ainda em 2020, a distribuidora intensificou a inspeção em cliente maiores.