Processamento de dados em nuvem é tendência em alta no cenário mundial de energia

Grandes grupos já concluíram migração ou estão em fase de transição, inclusive no Brasil, onde a AWS atua com estratégia forte na atração de novos clientes

Contar com um centro de processamento de dados próprio deixou de ser um fator crítico para muitas empresas de larga visão. Elas estão preferindo redirecionar investimentos, que seriam imobilizados em ativos de TI, para alavancar seu foco central de negócios. Essa tendência, bastante consolidada em termos globais, está em crescimento no Brasil e já tem o setor elétrico emergindo como um dos seus principais impulsionadores.

Um panorama geral sobre essa realidade e seus desdobramentos atuais e futuros foi a temática central da segunda edição do webinar Energy Tech Talks. O evento, promovido pelo Grupo CanalEnergia by Informa Markets, em 17 de março, em formato virtual na plataforma Zoom, contou com a participação de um time de especialistas da Amazon Web Services (AWS).

Todo o conhecimento tecnológico desenvolvido pela gigante Amazon, ao longo de mais de duas décadas de bem sucedida atuação global no setor de e-commerce, está hoje concentrada na AWS. A empresa, criada em 2006, se tornou um motor expressivo do faturamento do conglomerado à medida em que, com muita competência e profissionais altamente preparados, trouxe soluções sob medida para cada camada do mercado. Nessa trajetória conquistou empresas de grande expressão como Enel, Siemens, General Electric, Schneider e EDF, entre outras. O setor de energia, em particular, se tornou, naturalmente um dos alvos preferenciais para prospecção de negócios, não só porque a importância dessa área se multiplica geometricamente em termos mundiais, mas também por uma causas ambientais de grande interesse – o fundador, Jeff Bezos, se impôs, por exemplo, o desafio de tornar a Amazon 100% carbono zero, até 2040 e, para isso, está empenhado em adquirir somente energia de fontes renováveis.

“A AWS tem ajudado o setor na questão da transformação digital. Muito se fala nesses conceitos e vamos colocar alguns cases e formas de como a gente tem utilizado os nossos recursos e conhecimentos para acompanhar essa tendência”, anunciou Eduardo Kodama, Líder de vendas para setor de Power & Utilities, do time AWS Setor Público, na abertura da segunda edição do Energy Tech Talks. Segundo o especialista, o avanço do conceito de nuvem é uma tendência com avanço praticamente irreversível, seja sob os pontos de vista prático, de segurança, de racionalidade e, principalmente, por questões econômicas.

“Não é novidade que as empresas hoje, ao fazerem provisionamento de recursos tecnológicos, o fazem olhando o pico dessa utilização. Isso nem sempre é a forma mais efetiva ou eficaz de fazer esse tipo de provisionamento. É aquela velha máxima em que você comprou equipamento e usa não só 10% ou 20% no dia a dia. Então está perdendo o investimento que você fez”, alertou Kodama. O armazenamento e processamento de dados em nuvem, com a sua elasticidade, explicou, consegue acomodar o seu uso de acordo com a necessidade. É possível, portanto, fazer um provisionamento rapidamente, para acompanhar o crescimento normal das informações ou picos de demanda, nem sempre planejados. “A nuvem se acomoda e desta forma você consegue ter um investimento mais otimizado dos recursos computacionais”, reforçou o especialista.

No setor de energia, a Enel é um dos grandes players internacionais que decidiu fazer a migração para a nuvem se valendo dos serviços da AWS, segundo destacou Vinícius Silva, Arquiteto de Soluções na AWS com foco em Utilities. O grupo italiano, que conta com 60 milhões de clientes ao redor do mundo, está utilizando recursos da plataforma da Amazon para gerenciamento de energia e IoT – internet das coisas – , com economia estimada em 21% nos custos de computação e de 60% nos custos de armazenamento. A EDF Energy, por sua vez, presente em 22 países, vem coletando dados gerais dos seus parques de energia solar e eólica e armazenando na AWS. Já a PSEG, de Long Island (EUA), protagonizou um caso que ganhou repercussão pela inovação. A companhia capacitou 2 milhões de clientes para fazer gerenciamento e pagamento de contas de consumo de energia por meio da assistente inteligente Alexa.

Ao se aproximar das empresas de energia, a AWS sempre se pauta pela busca de soluções que proporcionem uma maior conexão entre as áreas de negócio e de TI. Principalmente num momento, assinala, Eduardo Kodama, em que o perfil de negócios está em franca transformação, na medida que o consumidor, cada vez mais empoderado, é capaz de produzir sua própria energia ou, no caso de empresas, também pode escolher quem vai lhe garantir o fornecimento. “Existem dados que a gente pode estar analisando e que podem gerar insights tanto para a área de TI se preparar para poder fomentar com novos recursos tecnológicos na demanda de tecnologia e a própria tecnologia consumindo esses insights para melhorar a solução de operação”, comentou.

“A nossa infraestrutura global de nuvem é a mais segura, abrangente e confiável, que oferece mais 200 serviços de datacenter”, disse Vinícius Silva. Demonstrar capilaridade, acrescentou, é muito importante para comprovar a disponibilidade de serviços. “Nós temos um conceito de região, que são espaços geográficos, físicos, onde agrupamos zonas de disponibilidade. Cada região da AWS consiste em várias zonas de disponibilidade, isoladas e separadas fisicamente numa área geográfica. E cada zona de disponibilidade é composta por um ou mais datacenters distintos com conectividade redundante”, descreveu, com destaque também para os cuidados com segurança e sigilo dos dados, no combate a crimes cibernéticos. A preocupação com o meio ambiente é outro compromisso, segundo ele. As centrais de dados da AWS são 3.6 mais eficientes em termos de consumo de energia e consomem menos água nos sistemas de refrigeração.

No setor elétrico brasileiro a AWS já coleciona vários negócios em andamento ou negociação, mas nenhum deles pode ser revelado em detalhes ainda, por conta de acordos de sigilo. Um deles, no entanto, segundo explicou Cássio Silva, Líder de Professional Services (ProServe) AWS para setor público no Brasil, pode ser mencionado porque já está concluído. O cliente foi o Operador Nacional do Sistema (ONS) que, à época, precisava tocar um processamento de alta performance e que hoje está sendo feito em nuvem. Antes o trabalho só era passível de execução em periodicidade mensal e hoje é feito em frequência diária. Veja e esse e mais casos de sucesso na página da AWS: https://aws.amazon.com/pt/power-and-utilities/

(Nota da Redação: Conteúdo Patrocinado produzido pela empresa)