Consumo desacelera e ONS projeta expansão de 12,9% em abril

Reservatórios no Sudeste chegaram a seu pico no nível de armazenamento, estimativa é de estabilidade para o final do mês em 35,4%

A segunda revisão semanal do Programa Mensal de Operação de abril apresentou nova desaceleração no crescimento da carga na comparação com o mesmo mês do ano passado. A nova estimativa é de um crescimento de 12,9% ante 2020. O maior índice de expansão está no Norte com 17,5%, seguido do Sul com 14.1%, Sudeste/Centro-Oeste com 12,3% e Nordeste com 11,3%.

Assim como a estimativa de carga está a previsão de energia natural afluente. Sendo no Norte a projeção mais elevada com energia natural afluente de 89% da média de longo termo. Em seguida vem o SE/CO com 65% da MLT, o Sul com 44% e o NE com 36% da média histórica dos 91 anos.

Em termos de armazenamento de reservatórios a recuperação dos volumes no maior submercado do país parece ter chegado ao seu pico. A previsão é de que no dia 30 de abril o nível de utilização esteja em 35,4% no SE/CO, mesmo nível desta sexta-feira, 9 de abril, esse é o mais baixo volume dentre os quatro submercados do SIN. Nos demais são esperados índice de 62,1% no Sul, 67,3% no NE e de 83,1% no Norte.

O CMO médio esperado com base na previsão de afluências manteve-se relativamente estável ao projetado semana passada. Continua zerado no Norte, no NE está em R$ 120,19/MWh com a carga pesada em R$ 125,31, a média em R$ 124,67 e a leve e R$ 114,87/MWh. E está equacionado em R$ 131,70/MWh no SE/CO e Sul, resultado da carga pesada em R$ 148,11 a média em R$ 145,54 e a leve em 114,87/Mh.

A estimativa de despacho térmico para a semana operativa que se inicia neste próximo sábado, 10 de abril, é de 4.698 MW médios, sendo a maior parte, ou 4.191 MW médios, por inflexibilidade. Apenas 16 MW médios estão dentro da ordem de mérito e 491 MW médios por restrição elétrica.

Vale lembrar que há o comando da operação fora da ordem de mérito de térmicas por parte do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. Segundo dados da CCEE, de outubro de 2020 até março a previsão é de que o ESS tenha somado pouco mais de R$ 7 bilhões, a maior parte destinado a segurança energética. Somente em 2021 o valor é de R$ 3,9 bilhões.

Esse valor já é mais elevado do que todo o ano de 2020 e isso porque no último trimestre houve a geração que elevou o encargo a R$ 3,2 bilhões.