Bolsonaro diz que Brasil se tornará neutro em carbono até 2050

Presidente se comprometeu em reduzir as emissões de dióxido de carbono em 37% até 2025 e em até 43% até 2030

O presidente Jair Bolsonaro discursou hoje (22) na Cúpula de Líderes sobre o Clima e prometeu que o país terá neutralidade climática até 2050, antecipando em dez anos a sinalização prevista no Acordo de Paris.

Em seu pronunciamento, o presidente se comprometeu em reduzir as emissões de dióxido de carbono em 37% até 2025 e em até 43% até 2030 e destacou que o Brasil “está na vanguarda do enfrentamento do aquecimento global”.

“Determinei que nossa neutralidade climática seja alcançada até 2050, antecipando em dez anos a sinalização anterior. Entre as medidas necessárias para tanto, destaco aqui o compromisso de eliminar o desmatamento ilegal até 2030”.

O presidente disse que o Brasil responde com menos de 3% das emissões globais anuais e apontou as iniciativas realizadas pelo Brasil, como projetos nas áreas de geração de energia limpa e renovável.

“Ao discutirmos mudanças no clima não podemos esquecer que a causa maior do problema, a queima de combustíveis fósseis ao longo dos últimos dois séculos”, disse.

O presidente frisou ainda que o Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas “com renovados investimentos em energia solar, eólica, hidráulica e biomassa”.

A mudança de tom no discurso do presidente é uma sinalização às cobranças internacionais e antecede a 26ª Conferência sobre o Clima, a COP-26, a ser realizada em Glasgow, na Escócia, onde o Brasil será cobrado por ações mais contundentes sobre o clima.

Mercado de carbono
Bolsonaro destacou que é preciso haver remuneração pelos serviços ambientais prestados pelos biomas brasileiros ao planeta, como forma de reconhecer o caráter econômico das atividades de conservação e apontou o mercado de carbono como fonte de recursos.

“Os mercados de carbono são cruciais como fonte de recursos e investimentos para impulsionar a ação climática, tanto na área florestal quanto em outros relevantes setores da economia, como indústria, geração de energia e manejo de resíduos”.

Durante o evento organizado pelo presidente americano Joe Biden, os principais líderes mundiais discursaram sobre a crise climática, ações coordenadas para combater os impactos sobre o clima e os benefícios dessas medidas para manter o aquecimento global abaixo de 1,5 ºC, uma das metas estabelecidas no Acordo de Paris.