ONS prevê expansão de 11,4% na carga em maio

Enquanto isso, chuvas no NE e Sul estão em menos da metade do esperado enquanto no Sudeste prevê vazões na casa de 64% da média histórica de 91 anos

A primeira revisão semanal do Programa Mensal de Operação para maio aponta um aumento de 11,4% na carga na comparação com o mesmo período de 2020.Em todos os submercados o crescimento está previsto na casa de dois dígitos. No Sudeste/Centro-Oeste em 11,1%, Sul com 12,4%, Nordeste com 11,2% e no Norte está em 12,1%.

“As taxas de crescimento previstas estão influenciadas pelas reduções de carga observadas em maio/2020 devido as severas medidas de isolamento social implementadas no país para conter o avanço da pandemia”, ressaltou o ONS.

Os volumes de vazões estimadas para o final do mês de maio estão bem abaixo da média histórica, dando continuidade ao cenário de pressão hídrica que o país vem vivendo. O mais elevado está no Norte com 82% da média de longo termo. Na ponta contrária está o Sul com apenas 25% da MLT. No NE a previsão também está na metade inferior com 40% e no SE/CO em 64% da média histórica de 91 anos.

O deplecionamento do nível dos reservatórios no SE/CO continua, a expectativa é de encerre o mês de maio com uso de apenas 32% da capacidade total ante os atuais 33,9%. No Sul ainda é esperada elevação passando de 55,1% para 55,7% em 31 de maio. No NE está outra redução, de 66,2% para 63,9% e no Norte aumento de 0,7 ponto porcentual, para 83,7%.

A estimativa de despacho térmico apontado no sumário do PMO é de 4.535 MW médios. São 3.493 MW médios por inflexibilidade, 553 MW médios por ordem de mérito e 489 MW médios por restrição elétrica. Contudo, esses montantes estão muito aquém da realidade operativa, uma vez que essa semana o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, retirou os limites de despacho térmico e de importação de energia para ajudar o SIN a enfrentar a escassez hídrica no país.

Somente nos quatro primeiros meses, quando vigorou limitações de despacho fora da ordem de mérito, o valor acumulado de ESS por segurança energética acumulou um custo de R$ 5,4 bilhões. A estimativa atual da PSR é de que esse encargo some R$ 20 bilhões em 2021 por conta dessa situação, a depender do preço da energia.

A expectativa de valores médios semanais de CMO recuou no SE/CO e Sul para R$ 172,56/MWh, cerca de R$ 1/MWh a menos que na estimativa da semana passado. Contudo, aumentou nos outros dois submercados que estavam zerados, passando a R$ 85,72/MWh.

Em termos de meteorologia, aponta o ONS, houve chuva fraca em pontos isolados das bacias dos rios Tocantins, Xingu, Madeira e do trecho baixo do São Francisco. Na região Sul, ocorreu chuva fraca à moderada na bacia do rio Jacuí e em pontos isolados do Uruguai e do Iguaçu.

Para a semana operativa que se inicia neste sábado, 8 de maio, aponta que a condição de precipitação permanece no trecho médio e baixo das bacias dos rios Tocantins e Xingu, na bacia do rio Madeira e no baixo São Francisco. Na região Sul, deve ocorrer chuva fraca nas bacias dos rios Jacuí, Uruguai, Iguaçu e em pontos isolados da incremental a UHE Itaipu.