TBE não deve ser entrave para venda da Taesa, diz Alupar

Joint Venture que reúne várias transmisoras aguarda definições sobre operação

A Alupar não acredita que a Transmissora Brasileira de Energia (TBE) – reunião de SPEs de transmissoras em que a empresa e a Taesa são sócias – seja um empecilho para a venda da participação da Cemig na transmissora. A troca no controle deve trazer algum tipo de mudança para a Alupar na TBE. Há alternativas, como o descruzamento de participações, a compra dos ativos da TBE ou mesmo a Alupar ser sócia do novo dono da Taesa.

“Estamos abertos a todas as possiblidades. Temos conversado com eles, mas ainda não há nada definitivo”, explicou José Luiz de Godoy Pereira, diretor de relações com investidores da Alupar, em teleconferência com analistas realizada nesta terça-feira, 11 de maio. A TBE agrega mais de dez transmissoras de energia que passam por todas as regiões do país.

O descruzamento significaria a divisão em blocos de venda, de modo que a Taesa fique com 100% de um bloco, assim como a Alupar de outro. Ainda segundo o executivo, outras questões no processo de venda da fatia da Cemig ainda precisam ser esclarecidas ao mercado, como o direito de preferência da ISA e a interpretação do Tag Along pela saída da estatal mineira do bloco de controle.

Sobre novos investimentos, Godoi revelou que a  Alupar observa oportunidades de aquisições e  projetos greenfield, além de já ter iniciado a implantação de um parque eólico no Rio Grande do Norte.