ONS projeta carga crescimento de 10,7% em maio

Estimativa de chuvas volta a recuar e Sudeste pode fechar o mês com apenas 31,6% da capacidade dos reservatórios de hidrelétricas ocupados

A segunda revisão semana do Programa Mensal de Operação para maio apresentou uma desaceleração no crescimento da carga no SIN ante o que era esperado para o período na revisão da semana passada. Agora a previsão é de que haja crescimento de 10,7% ante o mesmo mês de 2020.

Em todos os submercados é esperada expansão de dois dígitos. A mais elevada está no Norte com 13,2% e nos demais submercados o índice difere pouco, sendo 10,6% no Sudeste/Centro-Oeste, 10,4% no Sul e de 10,2% no Nordeste.

A previsão de vazões mostra o recrudescimento dos volumes para o mês com queda em quase todo o país ante a versão anterior do documento apresentado pelo ONS. No SE/CO, a energia natural afluente esperada recuou mais um pouco agora é esperado 62% da média de longo termo, no Sul a estimativa é a mais baixa com 22%, no NE está em 38%. No Norte aumentou levemente para 87% da média histórica dos 91 anos.

Assim a estimativa de fechar o mês de maio segue a curva das vazões. Houve aumento apenas no Norte com 84,2%. Nos demais a curva de armazenamento está decrescente. No SE/CO está a situação mais crítica com projeção de chegar a 31 de maio com 31,6% do total. No Sul o índice esperado está em 55,5% e no NE 63,3%.

A estimativa de custo marginal de operação aumentou em todas as regiões e continuam equacionados entre o SE/CO e Sul em R$ 220,13 sendo a carga pesada em R$ 241,22, a média em R$ 238,23 e a leve em R$ 195,29. No Norte e NE está à média de R$ 195,29, sendo esse valor para todas as cargas, à exceção da pesada no NE que está um centavo acima desse valor.

Já o despacho térmico que está dentro da ordem de mérito para a semana operativa é projetado em 1.648 MW médios, há ainda a inflexibilidade de 3.656 MW médios e mais 467 MW médios por restrição elétrica. Contudo, as térmicas fora da ordem de mérito vem sendo despachadas desde outubro de 2020. E nesse mês o CMSE, é bom lembrar, autorizou a retirada de limites que vinham sendo estabelecidos e isso para garantir o atendimento da demanda por conta da escassez hídrica.