A demanda por energia elétrica nas distribuidoras do Grupo Energisa aumentou 7,8% em abril na comparação com o mesmo período de 2020, indica o boletim da companhia. Considerando o mercado não faturado, o crescimento totaliza 12,2% e no acumulado de quatro meses atinge 1,5%, resultado explicado pela base baixa de comparação anual, quando o consumo recuou 3,9% direcionado pelas severas restrições associadas à pandemia.

Quase todas distribuidoras apresentaram crescimento expressivos no período, exceto pelo Acre, com modesto incremento de 0,5% e de 5,6% considerando o mercado não-faturado, em razão da combinação dos efeitos das chuvas intensas e o fato de abril não ter tido tantos efeitos da Covid, em função da tardia interiorização do vírus.

A concessão no Mato Grosso apresentou queda de 1,3% afetada pela adequação do faturamento às novas regras estabelecidas pela Aneel (REN 863 e 888), que postergou parte do faturamento de 59 GWh para maio. Expurgando este efeito, o consumo cresceria 6,6%.

Nesse contexto a dinâmica das classes foi semelhante, com todas avançando, em especial a industrial e comercial, com 21,1% e 9,5% respectivamente e que haviam sofrido bastante com as restrições sociais no ano passado. Outra que se destacou foi a residencial, com 5% mesmo a partir da base alta de comparação, sobretudo nas concessionárias de Minas Gerais e Sul-Sudeste, em acréscimos de 10,9% e 10,7%.

A classe rural teve aumento de 2,9% ou 8,4 GWh, apresentando crescimento em 8 das 11 distribuidoras, reflexo do clima seco e o bom desempenho de algumas culturas. No Mato Grosso, responsável por 57% do consumo no segmento, a demanda cresceu em 8,3% ou 8,6 GWh, impulsionada pela produção de soja e milho e pelo efeito calendário (0,7 dia maior), enquanto a Energisa Sergipe teve a maior alta desde 2008, chegando a 30,4% ou 3,5 GWh devido ao maior uso do serviço de irrigação diante do baixo volume pluviométrico.