Copel prevê projeto híbrido em parques eólicos adquiridos

Negócio de pouco mais de R$ 1 bilhão foi fechado com a Voltalia no Rio Grande do Norte

A Copel vê potenciais sinergias com os parques eólicos recém adquiridos da Voltalia e projeta a expansão para a fonte solar, transformando os ativos em parques híbridos. O negócio de pouco mais de R$ 1 bilhão foi informado pela elétrica paranaense na noite de segunda-feira, 17 de maio, e além da perspectiva de usar a fonte do sol, ainda tem potencial de expansão na fonte eólica.

O diretor presidente da Copel, Daniel Slaviero, destacou que com a aquisição a empresa reduz ainda mais sua exposição ao risco hidrológico. O executivo destacou que os parques adquiridos possuem contratos de longo prazo e, portanto, previsibilidade de receita e resultados.

Fazem parte do ativo adquirido os parques Vila Maranhão I e II, Vila Paraíba III e IV e ainda o Vila Mato Grosso. Este último negociado no leilão A-4 de 2019 e os demais no A-6 de 2018. São 36,3 MW médios de contratos de energia no ACR até 2043 ao preço médio de R$ 103,02/MWh sendo que o início do suprimento está previsto para janeiro de 2023 e de 2024. A maior parte da energia, 51% do total está negociada no mercado livre a partir de 2024 até 2030. Além disso, os projetos poderão levar à emissão de certificados de energia renovável.

Outra vantagem que a companhia apontou em teleconferência com analistas e investidores é que o projeto utiliza a estrutura operacional da Copel na região uma vez que a estatal possui outros projetos eólicos naquela região. Com os 187,6 MW a empresa aumenta em 29% sua capacidade de geração eólica.

A previsão é de que a operação seja completada em novembro deste ano. A Copel afirmou que deverá emitir debêntures para financiar a aquisição do projeto em uma data próxima a de fechamento. A taxa interna de retorno, afirmou a companhia, está na casa de dois dígitos. A estimativa é de que o negócio impacte de forma leve a alavancagem da companhia de forma consolidada, em 0,2 vezes a relação entre a dívida líquida e o ebitda. Essa dívida estará consolidada na Copel GeT.

“Estamos confiantes de que esse processo agrega valor à companhia e crescimento. Nossa posição é conservadora ao analisar oportunidades de expansão marginal com melhorias e ainda em leilões mas com disciplina na alocação de capital”, encerrou ele.