Focus tem lucro de R$ 14,9 milhões no primeiro trimestre

Resultado ebitda recuou 68,9%, alcançando R$ 21 milhões, enquanto a margem ebitda caiu para 8,5%

A Focus Energia, cujas ações começaram a ser negociadas este ano em bolsa de valores, apresentou lucro líquido de R$ 14,9 milhões nos três primeiros meses do ano, retração de 66,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. O ebtida ajustado recuou na mesma proporção, em 68,9%, para R$ 21 milhões, enquanto a margem ebitda caiu para 8,5% ante os 21,3% do ano anterior.

A receita operacional líquida ficou em R$ 248,8 milhões, redução de 21,8%. O volume de energia comercializada caiu 31,2%, para 1.361 GWh. A empresa explica que esse volume deve-se ao resultado de “posição mais conservadora adotada pela companhia nas operações de comercialização, devido às incertezas do período úmido, que trouxeram maior volatilidade aos preços dos contratos de energia no curto prazo”.

A companhia encerrou o trimestre com 1.215 clientes, apresentando crescimento de 7,8% em relação ao final de 2020, com a adição de quatro novos contratos com duração igual ou superior a três anos.

Os investimentos em imobilizado totalizaram R$ 4,8 milhões no 1º trimestre, destinados, principalmente, ao desenvolvimento e implantação de projetos de Geração Distribuída: à CGH Camanducaia, com previsão de entrada em operação em maio, e à CGH Cachoeira do Espírito Santo, a qual possui previsão de entrada em operação em setembro de 2021.

O plano de investimentos da companhia contempla o Projeto Futura, que, em sua fase inicial, agregará mais de 1,4 GW de capacidade de geração solar. A companhia finalizou a contratação dos trackers junto à Soltec e dos principais fornecedores para o Projeto Futura 1. Em abril houve ainda a emissão da Licença Prévia da Linha de Transmissão de 500kV, conclusão do pull-out test para os trackers , instalação do canteiro pioneiro funcional, além do avanço da supressão vegetal da primeira usina do projeto.

Com relação ao Projeto Futura 2, em 24 de fevereiro  a empresa recebeu a Licença de Instalação, permitindo seguir com as solicitações de outorga do projeto junto à Aneel.

Em função da entrada de recursos oriundos do IPO realizado em fevereiro a companhia encerrou o trimestre com caixa líquido de R$ 675,8 milhões, resultado de uma dívida de R$ 41,8 milhões e caixa de mais de R$ 717 milhões.