Mexilhão e Rota 1 sofrerão parada para manutenção

Petrobras vai conciliar manutenção em gasoduto às paradas programadas de UTEs para reduzir demanda por gás natural

A Petrobras informou que iniciará em 15 de agosto a parada programada de 30 dias para manutenção da plataforma de Mexilhão e do gasoduto Rota 1, que escoa o gás natural produzido em Mexilhão e em outras plataformas do pré-sal e pós-sal da Bacia de Santos.

A intervenção na Plataforma de Mexilhão e no gasoduto foi planejada com vários meses de antecedência, considerando a sua complexidade e a necessidade de contratação de bens e serviços e coordenação da disponibilidade dos recursos necessários à sua realização. A parada programada foi comunicada à Agência Nacional do Petróleo em outubro de 2020, nos Programas Anuais de Produção e reuniões específicas junto ao Comitê de Monitoramento de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia e ONS em março de 2021.

A Petrobras irá conciliar a manutenção da Plataforma de Mexilhão e do Gasoduto Rota 1 às paradas programadas de usinas termelétricas próprias e de terceiros, reduzindo assim a demanda por gás natural dessas térmicas no período da parada e aumentando sua disponibilidade de geração no restante do período seco. A parada possibilitará a manutenção preventiva e a realização de melhorias nas instalações, garantindo a continuidade e a segurança nas operações de escoamento e fornecimento de gás natural.

De acordo com a Petrobras, a parada não pode ser adiada, pois visa à segurança operacional e ao cumprimento de prazos normativos. A companhia notificou os clientes sobre a parada, e segue adotando ações para mitigar impactos no fornecimento de gás durante a parada. As soluções envolvem a ampliação da capacidade do Terminal de Regaseificação da Baía de Guanabara de 20 milhões para 30 milhões de m³/dia; o reposicionamento de navio regaseificador do Terminal de Regaseificação de GNL de Pecém para o Terminal da Bahia, com capacidade de ofertar mais 14 milhões m³/dia; o posicionamento no mercado de cargas e navios supridores de GNL e a negociação de novo contrato interruptível de incremento temporário da importação da Bolívia.