Sob ritmo da transição energética, Schneider quer manter crescimento no Brasil

Empresa vê oportunidades em renováveis e na digitalização

A Schneider Electric quer manter um forte ritmo de crescimento no Brasil em 2021. Em coletiva realizada nesta quarta-feira, 09 de junho, o vice presidente de Energy da Schneider no Brasil, Júlio Martins, revelou que a empresa vê um grande potencial na transição energética, com a grande inserção de renováveis que acontece no país. De acordo com ele, o forte da empresa está na parte de inteligência e controle, com soluções capazes de entregar eficiência e gestão da energia. “Quando a gente olha o potencial a ser explorado, as nossas ferramentas colaborativas, vê um potencial enorme. É por aí que a gente acredita e vai continuar investindo e crescendo bastante”, explica. A Schneider está no Brasil há 74 anos.

Segundo o executivo, a pandemia potencializou mudanças na forma com lidamos com a energia, como alterações nos pontos de consumo, migrando para as casas das pessoas. Para ele, há no Brasil dados animadores de aumento de inserção de renováveis. Martins também vê na criação da figura do prosumidor oportunidades na digitalização, como gestão e controle, áreas que a empresa tem expertise. Para ele, as tecnologias digitais possibilitarão uma operação mais eficiente e sustentável. A empresa promete um novo painel de média tensão, livre de gás SF6.

O presidente da Schneider no Brasil, Marcos Matias, lembrou que a empresa foi eleita como a mais sustentável do mundo pela Corporate Knights. O CEO ainda enxerga muito espaço para evolução nessa temática. A transformação digital aparece como um ponto importante nesse processo de sustentabilidade e ESG. A nova política de sustentabilidade está baseada em seis compromissos: mudança climática, eficiência no uso dos recursos naturais, ética e compliance, inovação vinda da igualdade, aproveitar o encontro de gerações e como a solução irá impactar localmente, levando energia e educação a quem não tem. “Nossas ambições estão bem claras e se pudermos antecipar isso, o faremos”, aponta. Até 2030, a Schneider quer ser carbono zero e 2050 para toda a sua cadeia de produção.

Sobre a ciberseguramça, que cada vez mais ganha espaço no setor, Carlos Urbano, diretor de Industrial Automation da Schneider, lembrou que os investimentos devem aumentar cada vez mais nos próximos anos. Segundo Urbano, todas as soluções da Schneider são testados do ponto de vista cibernético, com parceiros globais e locais que auxiliam a alavancar o assunto. Para a diretora de serviços de campo Patricia Cavalcanti, a cibersegurança têm a ver com processos e pessoas, que devem ser adequados ao processo produtivo. A empresa desenvolveu uma consultoria para clientes onde por consegue dar uma melhor visão ao cliente de como ele deve atuar tendo em conta as prioridades do processo e a segurança cibernética. “Cibersegurança não é algo só de TI. Precisa ter a integração entre a TI e Tecnologia de Organizacional” avisa.