MME e EPE lançam primeiro caderno do PDE 2031

Publicação traz premissas demográficas e econômicas que vão servir de base nas projeções de demanda e oferta de energia dos próximos 10 anos

O Ministério de Minas e Energia e a Empresa de Pesquisa Energética divulgam o primeiro caderno do Plano Decenal de Energia (PDE) 2031: Premissas Econômicas e Demográficas. O caderno traz perspectivas mediante cenários de referências. O caderno pode ser acesso por este link.

Os estudos do caderno foram desenvolvidos a partir da sensibilidade do comportamento das variáveis consideradas chave para o crescimento econômico no curto e médio prazo. Em cada um dos cenários, são analisadas as evoluções esperadas para as principais variáveis macroeconômicas, bem como a dinâmica dos setores econômicos ao longo dos próximos 10 anos.

Nas premissas gerais, a parte relativa a conjuntura e incertezas mostra que a pandemia da Covid-19 continua afetando a economia mundial e doméstica; mas este ano os impactos econômicos da pandemia na economia brasileira devem ser menores que os de abril de 2020 pelo aperfeiçoamento de soluções para melhor funcionamento de negócios em condições de isolamento social. Já novos contratos com laboratório de vacinas devem levar ao aumento do ritmo de vacinação.

Na economia mundial, a premissa é de recuperação significativa em 2021, após retração na atividade do ano passado e o PIB mundial deve ter um termo moderado de crescimento até 2031, com os países emergentes dando a maior contribuição. A expectativa é de recuperação da economia global com um crescimento médio do PIB mundial de 3,3% ao ano entre 2022 e 2031.

O cenário econômico de referência aponta que o PIB brasileiro pode subir em média de 3% nos anos de 2022 a 2031. Já o PIB per capita brasileiro deve crescer em média, 2,4% ao ano, saindo de US$ 15,6 mil para o patamar de US$ 20,6 mil em 2031. O nível é similar ao de países como México e Argentina em 2019.

Quantos aos investimentos, o caderno sinaliza que os investimentos devem ser beneficiados por um ambiente de maior estabilidade econômica e pela realização de reformas, ainda que parciais. A área de infraestrutura, a área de infraestrutura, reduzindo gargalos logísticos e aumentando a produtividade e competitividade da economia. No curto prazo, a recuperação será puxada pela indústria, com serviços retomando de forma mais lenta. O médio prazo traz maior estabilidade no ambiente econômico e maior confiança dos agentes, o que vai permitir um crescimento mais substancial da indústria e dos serviços.