CPFL aporta R$ 6,5 milhões e finaliza três projetos de P&D com a UFSM

Parceria da RGE com Universidade gerou Campus Inteligente, plataforma de operação em tempo real e desenvolvimento de metodologias visando dimensionamento e alocação de equipes para atendimento à campo

A RGE e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) finalizaram três de cinco projetos de Pesquisa e Desenvolvimento iniciados em 2016 e orçados em R$ 6,5 milhões pela CPFL Energia, que controla a distribuidora gaúcha. Os aportes envolveram inovações em eficiência energética e de gestão da operação da rede elétrica.

Um dos casos é o sistema para monitoramento em tempo real do energético da universidade, criando o conceito de Campus Inteligente a partir do controle da iluminação pública por telecomando, além de aproveitar melhor a usina de geração solar instalada em 2018 e ter uma gestão mais eficiente dos pontos internos de climatização e luminosidade. A iniciativa angariou R$1 milhão e prevê economia de R$150 mil por ano na conta de luz.

Outra conclusão foi da plataforma de inteligência computacional para a operação de redes elétricas em tempo real, focando em regiões com características rurais. A tecnologia contou com aporte de R$2,97 milhões e permite detectar e restaurar episódios de interrupção de energia com mais rapidez, reduzir os índices de perdas de energia, melhorar a qualidade do fornecimento ao consumidor e garantir uma operação mais eficiente.

O projeto contribuiu para a montagem de um laboratório vivo de testes das soluções desenvolvidas no Campus da UFSM, agregando medidores inteligentes de energia, religadores, bancos capacitores e até mesmo controle de sistema de iluminação pública, sendo toda esta infraestrutura coberta por uma rede de comunicação de longo alcance e baixo consumo de energia, chamada LoRaWan.

Além disso, o estudo e conhecimento gerado resultou na publicação de mais de 30 artigos científicos da UFSM em eventos nacionais e internacionais, livros, teses de doutorado, dissertações de mestrado e dois registros de softwares no INPI.

Pensado para otimizar os despachos das equipes de campo da distribuidora, o Planejamento Dinâmico de Operações contou com R$ 1 milhão para formação de metodologias visando o dimensionamento e alocação de equipes para atendimento à demanda, permitindo um melhor planejamento dos serviços a serem realizados e dando mais agilidade ao trabalho considerando criticidade, tempo de deslocamento e atividade e quantidade de clientes afetados.

A CPFL aplicou ao todo R$ 236,9 milhões em 2020 nos Programas de P&D e de Eficiência Energética regulados pela Aneel, por meio das suas distribuidoras, geradoras e transmissoras de energia elétrica, sendo R$ 72,9 milhões em 48 projetos que desenvolvem tecnologias e inovações que tornam o futuro do setor elétrico uma realidade, além de aprimorar o fornecimento de energia elétrica e o atendimento ao cliente.