Disciplina financeira reorganiza as contas da Chesf

Após edição da MP 579, penhora de ativos e obrigação de investimentos de reforço e melhoria, a Chesf entrou em prejuízo. Porém, números apresentam recuperação da estatal

Durante o Chesf Day, evento online promovido pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), o diretor econômico-financeiro da companhia, Jenner Guimarães, apresentou a evolução econômico-financeira da Chesf ao longo dos anos. A empresa de economia mista saiu de um contexto de dificuldade financeira e interferência do governo para um atual momento de sustentabilidade financeira.

Com a edição da MP 579, em 2012, a penhora de ativos financeiros de aproximadamente R$ 500 milhões, em 2016, e sem poder de alavancagem, a Chesf teve uma drástica diminuição das receitas operacionais e dificuldades de realizar investimentos obrigatórios de reforço e melhoria.

Guimarães lembra que a empresa estava com diversos projetos em operação e precisou se reorganizar financeiramente. A disciplina financeira foi imposta pela Eletrobras, que exigiu que a empresa reajustasse investimentos, privatizasse distribuidoras, alienasse imóveis e vendesse participações para o ajuste das contas da empresa.

“A empresa saiu de um prejuízo de R$ 476 milhões em 2015 para um lucro líquido de R$ 2,1 bilhões em 2020”, conta o executivo. Ele diz ainda que foi possível até a melhor remuneração dos investidores, por meio de dividendos.