Lucro global da Enel recua 8,7% no primeiro semestre

Destaques no Brasil foram o aumento da venda de eletricidade e o comissionamento do maior parque eólico da companhia em todo o mundo, no Piauí

O Grupo Enel encerrou o primeiro semestre com queda no lucro líquido de 8,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os ganhos da companhia somaram 1,8 bilhão de euros. O resultado ebitda recuou 10,7% para 7,7 bilhões de euros. Enquanto isso o EBIT (que não considera a depreciação e amortização do ebitda) apresentou retração de 3,8%.

As receitas da empresa somaram 29,9 bilhões de euros, queda de 10,6%, explicada pelas atividades de Geração Térmica e Comercialização, devido ao menor atividades de trading na Itália e ao efeito cambial negativo na América Latina. De acordo com a Enel, essas reduções foram apenas parcialmente compensadas pelo aumento das receitas registradas para Enel Green Power e outras atividades, incluindo a Enel X.

As vendas de eletricidade do grupo no primeiro semestre de 2021 somaram 152,1 TWh, um aumento de 7,1 TWh, ou 4,9%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a empresa, isso reflete um aumento nos volumes vendidos na Itália (em 2,3 TWh), Espanha ( em 0,4 TWh) e América Latina (em 4,5 TWh), principalmente no Brasil que apresentou uma elevação de 3,1 TWh.

Outro destaque originado no Brasil é de que em 10 de junho a Enel Green Power Brasil comissionou o parque eólico Lagoa dos Ventos de 716 MW, localizado no município de estado do nordeste do Piauí no Brasil, que é o maior em operação na América do Sul e a maior de energia verde da empresa, um investimento de cerca de R$ 3 bilhões.

A usina Lagoa dos Ventos é composta por 230 aerogeradores e deve produzir mais de 3,3 TWh por ano, evitando a emissão de mais de 1,9 milhão de toneladas de CO2 na atmosfera. Da capacidade total do parque eólico, 510 MW foram negociados no leilão A-6 em dezembro de 2017 e estão associados a contratos de fornecimento de energia de 20 anos com um pool de distribuição. Os restantes 206 MW serão direcionados ao mercado livre para venda a clientes varejistas, alavancando a presença integrada da Enel no país.

A dívida financeira líquida fechou em 50,4 bilhões de euros, uma alta de 11% quando comparado ao mesmo período de 2020, por conta dos investimentos do período, a aquisição de uma participação adicional na Enel Américas e o efeito adverso da taxa de câmbio, parcialmente compensado pelos fluxos de caixa positivos gerados pelas atividades operacionais.

Os investimentos de janeiro a junho de 2021 somaram 4,9 bilhões de euros, aumento de 16,3%, aplicados no crescimento das despesas de capital em Infraestrutura e Redes, mercados de usuários finais e Enel X.