Equatorial fala em avançar na GD com projetos de maior porte

Crescimento turbinado pela aquisição da E-nova deve ocorrer nas áreas de concessão, em telhados e fazendas solares

A Equatorial Energia pretende avançar na geração distribuída nos estados onde o grupo detém concessões de distribuição, tanto na linha da telhados quanto na de fazendas solares. O crescimento virá da combinação da estrutura do grupo, que já atua no segmento, com a atuação de uma de suas mais recentes aquisições, a E-Nova Instalação e Manutenção. A empresa foi comprada em junho pela subsidiária Equatorial Geração Distribuída por R$ 7,5 milhões.

Para o CEO da Equatorial Energia, Augusto Miranda, é natural que por uma questão de estratégia a empresa pense nas áreas onde ela já detém concessões para depois pensar em outros estados. “Essa companhia já atua no segmento lá no Maranhão. O foco prioritário dela era no rooftop, mas, com essa integração com a Equatorial e a capacidade da gente de fazer projetos de maior porte, como fazendas solares, trazendo clientes de grande porte, já é uma realidade”, disse o executivo nesta quinta-feira, 12 de agosto, em teleconferência da apresentação de resultados do segundo trimestre.

O grupo, que arrematou também há pouco tempo a Companhia de Eletricidade do Amapá e a CEEE Distribuição, do Rio Grande do Sul, não descarta avaliar novas oportunidades de aquisição de ativos, inclusive fora do setor elétrico. Há interesse, por exemplo, na área de saneamento, que está sendo estudada há mais tempo que o setor de gás, cuja avaliação sobre possibilidade de investimentos  ainda está em estágio preliminar.