ONS: custo marginal de operação médio ultrapassa R$ 3 mil

Consumo de energia deverá aumentar em 3,2% na comparação com o mesmo período do ano passado

O custo marginal de operação médio continua a sua escalada ao longo de agosto. Na revisão 2 do Programa Mensal de Operação o valor ultrapassou R$ 3 mil/MWh e está em R$ 3.044,45/MWh em todos os submercados. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico, o patamar de carga pesada está em R$ 3.091,73, o de carga média em R$ 3.069,18 e no leve em R$ 2.995,74/MWh.

Com isso continuam todas as térmicas sendo despachadas, a previsão é de um total de 14.806 MW médios, sendo 4.745 MW médios por inflexibilidade e a maior parte, por ordem de mérito, ou 10.061 MW médios.

A previsão de vazões continua no mesmo patamar de grandeza da previsão original do ONS. No Sudeste/ Centro-Oeste, a estimativa é de que a energia natural afluente fique em 57% da média de longo termo. Apesar de bem abaixo do histórico de 91 anos é o segundo mais elevado, perdendo apenas para o Norte que tem previsão de 81% da MLT. No Nordeste o índice projetado é de 42% e no Sul de apenas 33% da média histórica dos 91 anos.

Em termos de armazenamento, a projeção aponta a continuidade da maior pressão sobre o SE/CO que espera-se terminar agosto em 21,2% do total. No Sul os volumes estão em queda livre, de um total de 37,5% atuais deverá fechar o período com 24,2%. No NE a estimativa é de 48,9% e no Norte 73,5%.

Ao mesmo tempo a expectativa de carga é de aumento de 3,2% na comparação com o mesmo período de 2020. Segundo análise do ONS, a diminuição das restrições locais provocadas pelo avanço na vacinação tem provocado uma melhora nas condições de demanda com impacto mais forte, que a esperada no início do ano, na recuperação da economia brasileira.

Além disso, a meteorologia aponta a ocorrência de temperaturas superiores às observadas na semana em curso, nas capitais dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul, exceto no Rio de Janeiro onde as previsões indicam temperaturas, em média, semelhantes as observadas na semana que termina nesta sexta-feira, 13 de agosto.

Com isso, a projeção é de que no SE/CO seja verificado crescimento de 1,4%, no Sul é de 5,2%, no NE o maior índice com 7,1% e 3,7% no Norte.

Em termos de meteorologia, houve precipitação apenas nas bacias dos rios Jacuí, Uruguai e Iguaçu e em pontos isolados do Paranapanema na semana em curso. As demais bacias hidrográficas de interesse do SIN apresentaram período de estiagem. E para os próximos sete dias a previsão é de registro de chuva fraca a moderada apenas nas bacias dos rios Jacuí e Uruguai.