Nova linha de transmissão escoará energia para Sudeste

Nova linha deve ampliar em torno de 30% a capacidade, com aumento de 1.300 MW

A Taesa inaugurou oficialmente a uma linha de transmissão que facilitará o escoamento da energia gerada no Nordeste, em usinas eólicas e solares, para o Sudeste e o Centro-Oeste. A linha de transmissão Janaúba (MG) iniciou as operações no dia 1º de setembro, com cinco meses de antecedência em relação ao prazo previsto no contrato assinado em 2015. O empreendimento é indicado como fundamental pelo governo federal para ajudar no combate à crise hídrica que assola o país desde o ano passado.

Isso porque o projeto de R$ 1 bilhão e deve ampliar em torno de 30% a capacidade de escoamento, incremento de 1.300 MW. A linha tem capacidade para transportar 1.600 MW, volume suficiente para o consumo de cinco milhões de pessoas e conecta os sistemas de transmissão de energia elétrica dos estados da Bahia e Minas Gerais, com duas linhas de transmissão e três subestações, em um percurso de 542 quilômetros de extensão.

A inauguração ocorreu com a presença de diversas autoridades, como o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, do diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, e do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, e faz parte de uma série de eventos planejados pelo MME para as próximas semanas relacionados a medidas de aumento da capacidade de geração de energia do país.

“Essa linha de transmissão é muito importante para que nós possamos ter a segurança energética necessária ao fornecimento de energia para todos os consumidores brasileiros”, disse o ministro.

A intenção do governo é mostrar que está se movimentando no enfrentamento à crise diante de críticas em relação à demora na adoção de medidas mais impopulares. Albuquerque citou ainda a inauguração daqui alguns dias do Porto de Açu, na região Norte-Fluminense, além de leilões. Segundo o ministro, além de ampliar a capacidade de exportação de energia da região Nordeste para o restante do país, a nova linha vai preservar o uso de usinas hidrelétricas, fortemente atingidas pela escassez hídrica.