Consumo nas distribuidoras da Energisa cresce 2,7% em agosto

Resultado é puxado pelos desempenhos das classes comercial e industrial, com altas de 7,2% e 3,3%

O consumo consolidado de energia do Grupo Energisa cresceu 2,7% no mês de agosto, com o desempenho impulsionado principalmente pelas classes comercial, com 7,2%, e a industrial, com 3,3%. O resultado é direcionado pelas flexibilizações de restrições das atividades e pelo bom resultado de alguns ramos industriais. No mês, 8 das 11 distribuidoras apresentaram incremento no consumo em suas áreas de concessão, sendo Mato Grosso, Paraíba e Tocantins os números mais expressivos.

Já o setor comercial teve o maior avanço para o mês em oito anos, com destaque para as contribuições do Mato Grosso, com 13,8%, favorecida pela ampliação das flexibilizações estaduais, calendário maior e base baixa de comparação. Na Paraíba a expansão foi de 15,5% influenciada pelo calendário maior e ampliação no horário de funcionamento dos shoppings.

Na classe industrial a Energisa Sul-Sudeste apresentou o maior avanço, com 4,8%, sendo esse resultado direcionado pelos setores alimentício, têxtil e automotivo. No Tocantins foi registrado o segundo maior crescimento na classe, com 15,9%, puxado pelos ramos de minerais não metálicos e de alimentos.

A classe residencial, por sua vez, apresentou aumento de 1,1%, com alta em 7 das 11 distribuidoras, sob influência do calendário de faturamento 0,3 dia maior e do clima quente, sobretudo no Nordeste. A classe rural teve aumento de 1,8%, influenciada também pelo efeito calendário e clima, avançando apesar da base alta de comparação.

Já nos oito meses de 2021 a demanda nos mercados cativo e livre chegou a 24.142,0 GWh, crescimento de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Considerando o fornecimento não faturado, o volume passa para 24.016,3 GWh, o que significa um aumento de 2,8%.

Entre as distribuidoras 10 das 11 concessionárias cresceram de janeiro a agosto de 2021. A exceção foi a concessão do Acre, com 0,8% de retração, sendo afetada por fortes chuvas e enchentes no primeiro semestre e pelo menor consumo do poder público.