Pedrosa critica reserva de mercado na Comissão de Minas e Energia

De acordo com o presidente da Abrace, nem todos os problemas do país podem ser acolhidos na conta de energia

O presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace), Paulo Pedrosa, afirmou na Comissão de Minas e Energia que o atual modelo do sistema elétrico brasileiro com reservas de mercado, privilégios, subsídios e compras compulsórias estão elevando o preço da energia e induzindo a comportamentos oportunistas de agentes.

Em uma mensagem política, Pedrosa disse que o sistema atual vem repetindo práticas do passado de acolhimento de um determinado segmento em detrimento do custo da energia e dos consumidores e do desenvolvimento do país.

“Isto fez do Brasil um país que mais da metade do que os consumidores pagam em suas contas não seja mais energia produzida, transportada, distribuída e entregue aos consumidores”, comentou.

Segundo o executivo, o modelo de soluções atrasa o desenvolvimento do país, já que resolve um problema localizado, mas gera um mal distribuído com o aumento do custo da energia. “Por mais nobres que sejam as motivações, nem todos os problemas do país podem ser acolhidos na conta de energia”, acrescentou. Segundo ele, o PL 414/2021, que pretende tornar o mercado livre de energia elétrica mais acessível aos consumidores, é um caminho para isso, pois permite abrir o setor para a competitividade e inovação para o Brasil.