BBF e Nova Engevix acertam parceria para UTE em Roraima

Planta terá 17,3 MW de potência e terá óleo e biomassa da palma como combustível

A Brasil BioFuels e a Nova Engevix firmaram uma parceria para a construção de uma termelétrica a partir de fontes renováveis em Roraima. A usina, localizada em São João da Baliza, terá 17,6 MW de potência e vai usar matérias-primas disponíveis na região, como a palma, em dois processos diferentes: com óleo vegetal e a biomassa. A obra foi iniciada pela BBF em janeiro de 2020, a construtora entra para o desenvolvimento da segunda etapa, correspondente à geração de energia com óleo vegetal da palma.

Segundo nota, o contrato entre as duas empresas é parte da “estratégia da Nova Engevix de apostar no desenvolvimento de projetos sustentáveis, como são os da BBF, para aproximar suas práticas aos princípios de ESG”. O comunicado cita Ronaldo Ferreria, diretor da Nova Engevix Construções que diz que a ideia é continuar utilizando toda a experiência da empresa em projetos de geração de energia, com foco na área de renováveis. E que “a agenda ESG é uma tendência global onde os efeitos negociais serão, firmemente, sentidos no futuro, bem como,  gerar energia a partir do óleo da palma é uma iniciativa nova para a empresa e porta de entrada para futuros contratos”.

O óleo da palma e a biomassa que serão utilizados para a geração de energia na usina em São João da Baliza serão resultado da agroindústria local. A palma é plantada pela BBF em mais de 5,4 mil hectares na própria cidade, seguindo o Programa Federal de Produção Sustentável de Óleo de Palma, criado em 2010 pelo Ministério da Agricultura para promover o reflorestamento e garantir o cultivo apenas em áreas que se encontravam desmatadas antes de 2007.

Com a UTE, é possível ter um aproveitamento quase total da palma, extraindo o óleo e a biomassa do fruto para utilização como combustível na geração de energia.  Nesse mesmo comunicado, Milton Steagall, presidente da Brasil BioFuels, aponta que desenvolver uma usina com fonte renovável de matéria prima abundante no local atende aos três princípios ESG, por ser possível conseguir evitar emissões de CO2, diminuir os custos para produzir a energia e gerar emprego e renda para a população de Roraima.