ONS: carga reverte curva e pode recuar em outubro

Previsão de afluência no maior submercado do país aumenta e se aproxima, depois de muitos meses afastado, da média histórica de 91 anos

A carga de energia no Sistema Interligado Nacional deve ter um recuo de 0,1% em outubro, de acordo com dados do Informe do Programa Mensal de Operação do Operador Nacional do Sistema Elétrico. A informação consta da revisão semanal do Programa Mensal de Operação. A região Sul será responsável pelo maior recuo proporcional, de 1,5%. O outro subsistema que terá queda é Sudeste/ Centro-Oeste, de 1,1%. Já no no Nordeste a projeção é de alta de 3,7%, enquanto no Norte deve crescer 2,6%.

Os reservatórios do Sudeste/ Centro-Oeste, em atenção especial desde o começo da crise hídrica, terminam outubro com volume esperado de 15,2%. Na região Nordeste deve ficar em 35,5%, enquanto no Norte a expectativa é de chegar ao fim do mês com 45,8%. O Sul deve ter o maior armazenamento, de 49,5%.


A previsão mensal de Energia Natural Afluente no Sudeste/ Centro-Oeste disparou e está em 23.335 MW med, o mesmo que 99% da média de longo termo. No Sul, os 15.448 MW med equivalem a 116% da MLT e no Nordeste, o valor esperado é de 1.349 MW med, que corresponde a 42% da MLT. Já no Norte, a expectativa é de 2.002 MW med, iguais a 83% da MLT.

Como consequência, a média semanal do Custo Marginal da Operação recuou de forma expressiva, saiu do patamar de R$ 426/MWh de sete dias atrás e agora é de R$ 198,74/ MWh para todos os submercados. Na carga pesada, o CMO é de R$ 201,32/ MW. Na carga média é de R$ 200,76 MWh e na leve é de R$ 196,83/ MWh.