CMSE pode avaliar importação de energia com prazos maiores

Comitê decidiu também não aplicar limites de eficiência no reembolso do custo de usinas a diesel, contratadas após interrupção da energia da Venezuela para RR

Diante de um cenário hidrológico ainda crítico, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico decidiu ser mais adequado aceitar as ofertas semanais de importação de energia, mas admitiu a possibilidade de avaliar eventuais ofertas com prazos maiores. Para isso, serão consideradas as condições hidrológicas presentes e projetadas, montantes, preços e demais condições da oferta, informou em nota o Ministério de Minas e Energia.

O CMSE realizou reunião extraordinária na última sexta-feira, 22 de outubro, quando  avaliou a oferta adicional de importação de energia da Argentina. O comitê deliberou também que o governo vai continuar os esforços de intensificar a integração eletroenergética com os países vizinhos. Desde o ano passado, o Brasil tem importado energia da Argentina e do Uruguai.

No encontro ficou decidido ainda que não será aplicado limite de eficiência de perdas no cálculo dos custos de geração termelétrica resultante da contratação emergencial feita em março de 2019 para o sistema isolado de Boa Vista, em Roraima. Esse custo é reembolsado pela Conta de Consumo de Combustíveis e pago pelos demais consumidores do país.

No caso de Roraima, a entrada de mais energia a óleo diesel aconteceu após a interrupção do contrato de fornecimento da Venezuela, o aumentou significativamente o Custo Total de Geração, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica.

O CMSE determinou que são será considerado o nível de eficiência até a interligação da capital Boa Vista ao Sistema interligado, ou entrada em operação das usinas contratadas no Leilão para Sistemas Isolados de 2019. Uma dessas usinas é Jaguatirica II, térmica da Eneva a gás natural que foi recentemente inaugurada.