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A petroleira Galp deve investir cerca de US$ 400 milhões nos dois projetos solares que ela comprou no Brasil. Os projetos, que somam 594 MW, ficam nos estados da Bahia e Rio Grande do Norte. Em entrevista coletiva a jornalistas nesta terça-feira, 26 de outubro, o CEO da empresa portuguesa, Andy Brown, revelou que esse é apenas o começo de uma série de projetos renováveis que a empresa pretende desenvolver no país, considerado por ele, um mercado atrativo e com demanda alta por energia.

“Queremos construir um grande portfólio no Brasil”, explica. Até 2030, a Galp quer ter no mundo 12 GW nessa categoria. A meta da empresa de ter 4 GW na América Latina potencializou a escolha do Brasil para começar a sua inserção em renováveis na região.

As plantas, que devem iniciar a operação antes de 2025, serão capazes juntas de abastecer 800 mil residências. Brown considera o mercado de renováveis do Brasil atrativo, o que motiva a investida da empresa. Segundo ele, o custo dessas fontes têm se mostrado competitivo e apesar das hídricas representarem o núcleo  do sistema, as oportunidades nessa seara  são grandes. A Galp também mira usinas da fonte eólica.

O forte crescimento na demanda pelas fontes alternativas faz com que se planeje uma estratégia baseada tanto nos contratos de longo prazo indexados (PPAs) quanto em leilões privados como formas de sustentar o retorno do projeto.

Com uma estratégia de transição energética, o upstream ( exploração e a produção de petróleo) ainda é o principal núcleo de atuação da empresa de óleo e gás. Segundo Brown, desse nicho virão os recursos de caixa para as investidas em renováveis e em novas frentes de projetos como hidrogênio e baterias. Essas duas tecnologias são vistas pelo CEO como um grande campo de oportunidades para o Brasil e Portugal.

Sobre o gás natural, o executivo se mostrou animado com o novo marco aprovado este ano em com as oportunidades que poderá trazer ao setor. A empresa espera já a partir do ano que vem poder fechar contratos de suprimentos. “Estamos realmente ansiosos para que o regulamento esteja em vigor. Estamos prontos para começar”, avisa. Brrown também considera fazer entregas de gás via GNL ao Brasil caso a demanda cresça mais ainda.