Omega Energia quer mercado dos EUA

Empresa observa oportunidades que virão com planos do governo Biden

Uma das maiores detentora de ativos renováveis, a Omega Energia quer o mercado dos Estados Unidos. Em teleconferência de resultados nesta sexta-feira, 5 de novembro, o CEO da empresa, Antônio Bastos, revelou que o plano de inserção de renováveis anunciado pelo presidente norte-americano Joe Biden, com 40% de fonte solar até 2035, pode se transformar em oportunidade para a empresa. “É um mercado que vai ter 40 GW de expansão por ano e certamente vai ter lugar para um operador, que teve sucesso competindo com players globais no Brasil”, explica. Na última semana, foi aprovada a proposta de incorporação da totalidade das ações de emissão da Omega Geração pela Omega Energia.

De acordo com Bastos, desde a última semana, Paulo Abranches já ocupa o cargo de CEO da empresa nos EUA. O executivo, que atuou na EDF Renewables do Brasil, a partir de janeiro já irá atrás de oportunidades de investimento. Segundo Bastos, no primeiro momento, a abordagem será seletiva, de modo que a empresa tenha convicção do tamanho das oportunidades em terras norte-americanas.

O hidrogênio verde foi outro tema abordado por Bastos. Há conversas com vários potenciais produtores de hidrogênio verde no Nordeste para estudos de viabilidade de formação de polos exportadores do insumo na região .”É algo que temos explorado, discutido e perseguido como vetor estratégico para viabilizar novos contratos para fornecimento”, comenta. A meta da Omega com o H2 verde é ser um fornecedor de energia limpa para os parceiros que instalarão as usinas.