Projeções do ONS deixam racionamento mais longe em 2022

Previsão é que Energia Armazenada no Sudeste fique entre 55,9% e 62,1% em maio

Em coletiva a imprensa nesta quarta-feira, 15 de dezembro, o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico projetou para o ano que vem um ano mais tranquilo, com a energia armazenada do Sudeste chegando a 55,9% em maio. Essa previsão foi feita com base na hidrologia do período 2020-2021. Um outro cenário, mais otimista, porém usando a hidrologia dos anos de 2017-2018, prevê os reservatórios com 58,9%.

Para o Sistema Interligado Nacional, a previsão é de uma média de 58% da energia armazenada em maio. O cenário mais otimista traz os níveis do SIN em 62,1%. “Nos cenários que temos hoje, não vemos nenhuma possibilidade de racionamento ou apagão causado por questões hídricas”, explica.

Ciocchi também lembrou que em 2022 começam a operar 10 GW de energia nova, na sua maioria eólicas e solares. Outros 16 mil quilômetros de linhas e transmissão também entram em operação, que reforçam a transferência de energia no Norte e Nordeste para o Sudeste. “Temos uma situação em que temos mais recursos e mais bem preparados para enfrentar o desafio”, avisa. Apesar da boa perspectiva para os volumes dos reservatórios, o diretor do ONS não afasta riscos de uma eventual mudança nos cenários, que impediriam a materialização das projeções.

O diretor-geral do ONS ressaltou durante a coletiva que em outubro desse ano o cenário hidrológico deu um indicativo de melhora, com maior nível de chuvas e ações assertivas na operação. “Confirmou que a estação chuvosa começou na época que deveria começar mesmo”, relembra. O período úmido chegou dois meses antes do que chegou em 2020, melhorando as perspectivas. A previsão para a região Sul não é boa devido ao fenômeno La Niña.

No auge da crise hídrica, o despacho térmico chegou a ser de quase 20.000 MW. A previsão de Ciocchi é que esse despacho seja reduzido para no máximo 15.000 MW  em dezembro. Á medida que as chuvas venham e se diminua o despacho das térmicas mais caras. A expectativa é que em janeiro e fevereiro o valor se mantenha. Ainda segundo o o diretor do ONS, todo ano em janeiro e fevereiro há picos de demanda que leva a um despacho alto.