Neoenergia inicia montagem de aerogeradores de Oitis

Cada turbina de complexo eólico de 566,45 MW terá potência de 5,5 MW

A Neoenergia avança na instalação do Parque Eólico Oitis localizado entre o Piauí e a Bahia. A companhia acaba de iniciar a montagem dos primeiros aerogeradores que vão produzir energia limpa nos 12 parques do empreendimento, que será o maior da empresa no país, com capacidade instalada de 566,5 MW, o suficiente para abastecer uma cidade com 2,7 milhões de habitantes. Ao todo, serão 103 turbinas, do modelo GE 158, de potência unitária de 5,5 MW, um dos mais modernos e eficientes do mercado global. Da capacidade instalada total dos parques, 96% estará alocada para o Ambiente de Contratação Livre.

Com 125 metros de altura, o equivalente a um prédio de 40 andares, os aerogeradores serão montados em duas etapas. Esse trabalho dura, em média, seis dias e envolve cerca de 30 profissionais. Os componentes das turbinas, como pás e naceles, começaram a ser entregues em dezembro, após um complexo desafio logístico. As pás foram fabricadas na China e levadas de navio até o Porto de Suape (PE), de onde seguiram em carretas até o canteiro de obras, processo que leva aproximadamente 60 dias e precisa ser repetido 19 vezes.

William Rodney, gerente de Projetos Renováveis da Neoenergia, conta que o Parque Eólico Oitis é um projeto estratégico para a expansão da carteira de renováveis da Neoenergia, que chegará a 1,6 GW no seu portfólio de ativos eólicos este ano. Segundo ele, com a construção dos parques, a empresa também estimula a economia da região, com a geração de emprego e renda e a realização de ações socioambientais.

As obras foram iniciadas em novembro de 2020, com antecipação de três meses em relação ao plano de negócios. Em dezembro de 2021, pouco mais de um ano depois, todas as 103 fundações dos aerogeradores foram concluídas. Estão avançando também a construção da subestação Oitis – que recebeu os seus três transformadores, com capacidade de 230 MVA em cada – e da linha de transmissão de 70 quilômetros de extensão, ambos com tensão de 500 kV. Os dois empreendimentos ligarão os parques à subestação Queimada Nova II (PI), ponto de conexão ao Sistema Interligado Nacional.

Além disso, faz parte das obras civis a abertura de 35 quilômetros de estrada para o acesso ao complexo eólico, que representam ainda um benefício permanente para a população local. Os moradores da região são beneficiados com outras ações socioambientais, como a realização de cursos de capacitação. A construção dos parques já gerou cerca de 1,5 mil postos de trabalho, sendo 40% de mão de obra local.