Lucro da Equatorial recua 14,4% no ano de 2021

Volume de energia distribuída no ano aumentou 4,8% quando comparado a 2020, perdas comerciais na baixa tensão ficaram abaixo do limite regulatório apenas no Piauí

A Equatorial Energia reportou um lucro liquido 14,4% menor no ano de 2021 quando comparado a 2020. O saldo ficou positivo em R$ 1,9 bilhão. O resultado ebitda ajustado no ano ficou em cerca de R$ 5,5 bilhões, alta de 15%. A margem líquida da empresa foi de 8%, queda de 4,6 pontos porcentuais quando comparado ao ano de 2020. Na base trimestral o lucro foi de R$ 578 milhões, queda de 37,6% ante mesmo período de 2020. O resultado ebitda ajustado foi de R$ 1,7 bilhão, aumento de 2,3% e a margem líquida ficou em 7,2%, retração de 8,3 p.p.

Por segmento, a receita operacional bruta no ano teve como destaque o aumento de 51% no negócio de distribuição, em transmissão recuou 38% e em as outras atividades apresentou queda de 54% no ano de 2021 quando comparado a 2020. Mas no geral a receita operacional líquida aumentou 36% no ano e 34% no trimestre encerrado em dezembro.

Por empresa o resultado anual teve como destaque altas de 159% em Alagoas e de 62,1% no Piauí. No sentido contrário, queda de 81% em transmissão.

A companhia reportou aumento dos volumes de energia vendida em todas as suas distribuidoras. O maior índice foi verificado no Amapá com alta de 11,3% em 2021. Na outra concessionária arrematada no ano passado, a CEEE-D, a alta foi de 0,8%. Nas demais, os índices foram de 3,4% em Alagoas, 7,1% no Piauí, 6,8% no Pará e de 5,4% no Maranhão. No total houve crescimento de 4,8% no ano ao registrar a distribuição de 33.552 GWh.

Um problema crônico na maior parte das concessões da empresa é a perda não técnica na baixa tensão. Ao fechar o ano de 2021 a Equatorial esteve abaixo do limite estabelecido pela Aneel apenas no Piauí, conforme mostra o gráfico abaixo.

(fonte: Equatorial)

Os investimentos no ano de 2021 somaram R$ 2,9 bilhões, um nível estável em comparação ao ano anterior. A maior parte dos recursos destinou-se aos ativos elétricos, com pouco mais de R$ 2 bilhões. O segmento de transmissão ficou com R$ 338 milhões. Assim, a dívida líquida da companhia, aumentou 33,6% em 12 meses, subiu para R$ 13,6 bilhões.

Esses valores ainda não contemplam a aquisição da Echoenergia que ocorreu neste trimestre. Estão relacionadas às aquisições da CEEE-D, e as divisões de saneamento e a distribuidora no Amapá.

A alavancagem da empresa está em 2,5x a relação entre a dívida líquida/ebitda ajustado. As disponibilidades atingiram R$ 10,5 bilhões, correspondendo a 2,9x a dívida de curto prazo.