A Eletronuclear esclareceu que o Plano de Emergência Externo para o caso de emergência na central nuclear de Angra dos Reis não está comprometido por conta das quedas de barreiras nas estradas da Costa Verde. As usinas nucleares Angra 1 e 2 estão operando normalmente, a plena capacidade, gerando energia para o Sistema Interligado Nacional. A prefeitura de Angra dos Reis havia pedido o desligamento da usina em virtude de as estradas de acesso à cidade estarem fechadas, o que inviabilizaria o plano de evacuação.
De acordo com a Eletronuclear, a evacuação de trabalhadores da empresa e da população seria feita pela BR-101 RJ Sul, tanto no sentido de Angra dos Reis quanto no de Paraty. Acontece que as obstruções verificadas nessa estrada estão fora das Zonas de Planejamento de Emergência previstas no PEE. Segundo os procedimentos estabelecidos no plano, em caso de emergência, a evacuação poderia abranger pessoas localizadas num raio de até 5 km da central, que seriam levadas para abrigos situados a até 15 km das usinas. Esses abrigos também não foram atingidos pelas chuvas ou por deslizamentos de terra. Dessa forma, no momento, a ação poderia ser realizada com total eficácia, segundo a empresa.
Além disso, cabe ressaltar que a Comissão Nacional de Energia Nuclear – órgão regulador e fiscalizador do setor nuclear brasileiro – emitiu nota afirmando que “apesar da situação decorrente das condições meteorológicas na região de Angra dos Reis, até o presente momento não há comprometimento das vias de acesso do entorno da central que pudessem impactar na execução do Plano de Emergência”.