Petrobras: Produção termelétrica recua com melhora de reservatórios no 1º tri

Empresa gerou 1.765 MW médios no período, metade da produção registrada no 4º trimestre de 2021

A Petrobras divulgou nesta quinta-feira, 28 de abril, que a geração de energia elétrica ficou em 1.765 MW médios no primeiro trimestre de 2022 (1T22), uma queda de 49,9% em relação ao 4T21. De acordo com a companhia, a redução ocorreu em virtude da melhora do nível dos reservatórios das hidrelétricas no país e a superação dos efeitos da crise hídrica ao longo de 2021.

Além disso, houve uma queda de 13,7% no volume de vendas de disponibilidade térmica em leilão em relação ao trimestre anterior, decorrente do desinvestimento das UTEs a óleo do Nordeste (Arembepe, Bahia 1 e Muricy) e de encerramento de contratos no final do 4T21.

Pelo lado da oferta, a entrega de gás nacional foi reduzida para 37 milhões m³/dia, principalmente em decorrência do encerramento dos prazos de contratos de compra da Petrobras junto a parceiros e terceiros, que passaram a vender seu gás diretamente a seus clientes, além dos desinvestimentos em E&P no Nordeste.

Além disso, houve redução de 14 milhões m³/dia dos volumes de regaseificação de GNL, que totalizou 10 MMm³/dia no 1T22, essencialmente devido a menor demanda de gás para termelétricas.

Vale destacar que a Petrobras manteve uma sólida performance operacional, com produção média de óleo, LGN e gás natural alcançando 2,80 MMboed, 3,4% acima do 4T21. Segundo a companhia, este resultado se deu, principalmente, em razão da continuidade dos ramp-ups dos FPSOs Carioca (campo de Sépia) e P-68 (campos de Berbigão e Sururu), localizados no pré-sal da Bacia de Santos, da menor perda de produção por conta das paradas para manutenção, em comparação com o 4T21, e da entrada em operação de novos poços no pós-sal na Bacia de Campos.

No 1T22, as vendas de óleo combustível no mercado interno registraram queda de 39,3% em relação ao 4T21 devido à menor demanda para geração termelétrica. No 1T22, a produção de óleo combustível teve queda de 22,1% na comparação com o 4T21, principalmente devido ao desinvestimento da RLAM. Se desconsiderarmos o volume da RLAM, teríamos uma redução de 2,3% da produção quando comparada ao 4T21 e uma elevação de 8,5% quando comparada ao 1T21.

Para finalizar, a Petrobras atingiu recordes mensal e trimestral na produção do pré-sal: 2,06 MMboed, em janeiro de 2022 e 2,03 MMboed no trimestre, representando 72% da produção total da Petrobras, ante 71% no 4T21.