A CGT Eletrosul e a transmissora EDP Aliança terão de contratar estudo independente para resolver uma disputa em torno da construção supostamente irregular de sala de comando da EDP no interior da subestação Abdon Batista. A determinação foi feita pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica, após analisar denúncia da estatal de que a instalação estaria em desacordo com as normas técnicas relacionadas à segurança de equipamentos e de pessoas.
A Aneel concluiu que diante do posicionamento das empresas não há possibilidade de uma solução negociada entre as partes, o que elimina a mediação administrativa como opção para eliminar o conflito. O estudo será pago pelas duas transmissoras, mas a que estiver correta será ressarcida pela outra.
A Eletrosul afirma que não foi consultada para avaliar o projeto da casa de comando, e alega que a subestação de responsabilidade da Empresa de Transmissão Serrana (ETSE) tem área específica de condomínio para instalação das casas de controle das transmissoras acessantes. Diz ainda que o projeto aprovado pela ETSE viola o Contrato de Compartilhamento de Infraestrutura entre a estatal e a transmissora, e que o distanciamento utilizado não é adequado.
A EDP Aliança argumenta que o projeto foi aprovado pela Aneel, Operador Nacional do Sistema, por projetistas e pelas áreas de engenharia da empresa e da ETSE. Segundo a transmissora, todas as normas técnicas foram respeitadas no projeto, inclusive em relação às distâncias de segurança, e não há interferência nas instalações da CGT Eletrosul.