Antecipação de interligação da Alupar ajudou operação durante crise hídrica

Com eixo formado em 2021 pelo conjunto das instalações da EDTE, TPE e TCC, houve elevação de 1.500 MW no limite de exportação da região Nordeste, que passou de 6.000 para 7.500 MW

A Alupar reforçou a Interligação Nordeste – Sudeste, com a incorporação do eixo em 500 kV entre Ibicoara (BA) e Rio Novo do Sul (ES). A antecipação de empreendimentos em março de 2021 contribuiu para a estratégia de operação do Sistema Interligado Nacional durante a crise hídrica de 2020/2021. De acordo com a empresa, as interligações entre as regiões Norte e Nordeste e a região Sudeste desempenharam papel de destaque no escoamento de excedentes energéticos.

O corredor é formado por três concessões do grupo Alupar: a Empresa Diamantina de Transmissão de Energia, Transmissora Paraíso de Energia e Transmissora Caminho do Café. As LTs somam 975 km de linhas de transmissão, com 21.333 toneladas de cabos condutores, 1.808 torres e 2.850 MVA em capacidade de transformação nas subestações.

A nova interligação foi efetivada em 19 de março de 2021, com a integração das instalações da TPE. A antecipação chegou  quase onze meses antes em relação à data contratual e proporcionou, já em 2021, significativos ganhos para o sistema. Entre maio e novembro de 2021,  a exportação média da região Nordeste foi de cerca de 4.900 MW, com energia total exportada de 25.300 GWh. No mesmo período, pela LT 500 kV Poções III – Padre Paraíso, circuito da TPE, o fluxo de potência médio foi de 946 MW, com energia total exportada de 4.860 GWh. Para se ter uma ideia, a usina de Angra II gerou 990 MW med no mesmo período.

Os valores de potência e energia registrados no novo eixo em 500 kV correspondem a quase 20% do total da interligação, o que caracteriza bem a relevância que teve o empreendimento para a gestão da crise hídrica experimentada pelo SIN nos últimos anos. A Alupar acredita que caso não houvesse essa antecipação na transmissão, o resultado seriam fortes restrições de intercâmbio de energia para a região Sudeste, inviabilizando uma maior exploração dos excedentes energéticos disponíveis nas regiões Norte e Nordeste ao longo de 2021. Esse cenário traria um maior uso dos reservatórios das UHEs das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que, na época estava em níveis muito reduzidos.