Para Alupar, alta nos custos não retira disputa em leilões de LTs

Companhia aumentou participação em dois empreendimentos de transição no trimestre

Apesar da alta nos custos, a Alupar acredita que o próximo leilão de transmissão terá forte competitividade como nos certames anteriores. Em teleconferência a analistas de mercado nesta quarta-feira, 11 de maio, diretor de Relações com Investidores da empresa, José Luiz de Godoy Pereira,  revelou que houve subida de preços em insumos como aço, alumínio e cobre. Para ele, os retornos deveriam ser maiores, por acabarem impactados pelo aumento nos custos de capital, capex e dívida, que atingem  todos os players,  embora não fosse possível prever um recuo na disputa. “Tenho visto muita gente dizendo que vai participar, não tenho como precisar o que vai acontecer, mas acredito que ainda tenha uma competitividade bastante relevante”, explica.

O leilão de LTs de 2022 está previsto para acontecer no dia 30 de junho e deverá viabilizar R$ 15,2 bilhões em investimento. A transmissora ainda está estudando a viabilidade econômica dos lotes em disputa para direcionar a estratégia para o certame.

Durante a teleconferência, o executivo destacou que durante o primeiro trimestre do ano a Alupar iniciou em fevereiro a operação da LT 500 kV Mesquita – João Neiva – 236 km e da SE 500/345 kV João Neiva 2, que fazem parte da Empresa Sudeste de Transmissão de Energia, com receita anual de R$ 123,6 milhões para o período 2021/2022. Outro destaque foi a aumento de participação nas transmissoras Paraiso de Energia e Serra da Mantiqueira, chegando a 65,7%, além da emissão em março da Licença Ambiental Prévia da Subestação Domênico Rangoni, localizada no estado de São Paulo.