O custo adicional com a energia térmica em maio está zerado no mês de maio, reflexo do final da despacho fora da ordem de mérito. Em abril esse valor ficou em R$ 4/MWh por conta do comando que autorizava térmicas a gerarem com o combustível que ainda havia sobrado. Esse valor já chegou a ser, no auge da crise hídrica e da geração térmica, de R$ 115 por MWh, como ocorreu em outubro.
Segundo a avaliação do presidente do Conselho de Administração da CCEE, Rui Altieri Silva, o cenário hídrico está muito melhor. O nível de armazenamento atual no SIN é da ordem de 73% e poderá chegar à casa de 58% em outubro deste ano. A projeção atual da CCEE é de que esse deverá ser o menor volume no ano começando a subir novamente até alcançar 88% em maio de 2023.
Apesar dessa melhoria, destacou Altieri, a perspectiva é de que o GSF continue em um patamar baixo, ainda que melhor do que o ano passado. A estimativa da CCEE aponta que o índice do GSF fique em 86% ante os 73% de 2021.
“Tem muita geração compulsória e o mercado não cresceu, há sobras de energia. Essa situação deverá perdurar por um tempo ainda até que o mercado reaja e voltemos ao equilíbrio”, destacou.
Segundo dados da CCEE, no primeiro trimestre o consumo de energia está em um patamar apenas 0,4% mais elevado do que o último ano em que não houve impacto da pandemia, 2019. Ante o ano passado está 1,3% acima. Indicadores que estão bem afastados dos 3,5% que eram esperados para o período.