Mercado de eólica offshore ainda é visto como novo no Brasil

Executivos afirmam que é preciso encarar os desafios e observar as oportunidades

Durante o Congresso Mercado Global de Carbono, realizado no Rio de Janeiro, o CEO da Vast Infraestrutura, Victor Snabaits Bomfim, afirmou que o tema eólico offshore é muito novo no Brasil e no mundo, mas é preciso encarar todos os desafios. “Precisamos ter uma diversificação da nossa matriz energética”, disse.

Segundo o executivo, o Brasil tem características que apontam para um potencial sucesso, porém é preciso ver os termos de regulação e as políticas nesse cenário. “Várias tendências ainda precisam ser debatidas, mas eu acho que todos esses aspectos têm que ser vistos com muita humildade”, declarou.

Diogo Nobre, Country Managing Director Copenhagen Offshore Partners, também afirmou que o mercado de offshore ainda é muito novo no Brasil. “É preciso observar as oportunidades significativas na energia eólica offshore com capacidade adicional de +450GW prevista para ser instalada até 2050”.

Contudo, Claudio Ribeiro, da CEO 2W Energia, avalia que o hidrogênio verde é um grande diferencial. “Podemos exportar e talvez seja o novo petróleo e a fonte para financiar o offshore no Brasil”, ressaltou.

Ainda durante o Congresso Mercado Global de Carbono, Victor Snabaits Bomfim afirmou que o Porto do Açu e a Shell assinaram um memorando de entendimento para planta de geração de hidrogênio verde. A unidade terá capacidade de 10 MW no início do projeto e deverá ficar pronta em 2025.