Celesc Geração, EDP Renováveis e Suzano se destacam em leilão A-4

Usinas viabilizadas vão demandar R$ 7 bilhões em investimentos

O leilão A-4, realizado nesta sexta-feira, 27 de maio, viabilizou 29 empreendimentos, totalizando quase 950 MW de capacidade instalada. Os investimentos totais chegaram a R$ 7 bilhões. Celesc Geração, EDP Renováveis e Suzano foram algumas das geradoras que se destacaram no certame.

A maioria dos empreendimentos hídricos fica localizada na região sul do Brasil. Das 14 PCHs viabilizadas, seis ficam no Paraná, três no Rio Grande do Sul e duas em Santa Catarina. Este último estado também também vai ter duas das quatro CGHs que saíram no leilão. PCHs e CGHs totalizaram 190 MW de capacidade e viabilizarão R$1 bilhão em investimentos. Dentre os empreendedores de fonte hídrica, estão a Celesc Geração, com a CGH Maruim (SC – 1 MW), com investimentos de R$ 7 milhões. Coprel, com a PCH Santo Antonio do Jacuí (RS – 4,6 MW) e investimentos de R$ 42,6 milhões e a Ceriluz, com a PCH Linha Onze Oeste (RS -15 MW) foram outros que vencedores do certame.

Na fonte eólica, foram quatro usinas eólicas distribuídas nos estados da Bahia e Paraíba. Na Bahia, a EOLs Baraúna IV (41,5 MW) e XV (48,5 MW) vão demandar investimentos de R$ 241,1 milhões e R$ 281,3 milhões respectivamente. A EDP Renováveis, com Serra da Borborema I (43,4 MW) e Serra da Borborema II (49,6 MW), na Paraíba, vão demandar cerca de R$ 784 milhões em recursos. As cinco usinas solares comercializadas no certame – Belmonte 1.1 (PE – 50 MW), Belmonte 1.4 (PE – 6 MW), Belmonte 2.1 ( PE – 50 MW) , Luiz Gonzaga I ( PE – 30 MW) e Luiz Gonzaga III (PE – 30 MW) somam 166 MW. Os investimentos provenientes das fontes eólica e solar totalizam R$ 1,99 bilhão.

O produto disponibilidade termelétrica contratou energia de duas usinas renováveis, que totalizam 409 MW de capacidade instalada e vão custar R$ 3,97 bilhões. A Suzano Papel e Celulose é a dona da Suzano RRP1, no Mato Grosso do Sul, de 384 MW de potência e movida a lixívia. A Ipiranga viabilizou a usina Bioenergia Mococa II (SP – 25 MW), movida a biomassa da cana.