Encargos setoriais e crise hídrica influenciaram reajuste, diz diretor da Enel SP

Consumidores da Enel SP terão um aumento médio de 12,04% nas tarifas

Nesta terça-feira, 28 de junho, a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu que os consumidores na área de concessão da Enel Distribuição São Paulo terão um aumento médio de 12,04% nas suas tarifas. Para os consumidores da alta tensão, o impacto será de 18,03%, enquanto na alta tensão, fica em 10,15%. A nova tarifa vale a partir do dia 4 de julho.

Segundo o diretor de regulação da Enel Distribuição São Paulo, Luiz Gazulha Junior, alguns fatores influenciaram esse aumento. “Este ano nós tivemos puxando a alta do reajuste os encargos setoriais, a compra de energia e a crise hídrica que nós tivemos ano passado que foi a pior crise nos últimos 90 anos e a inflação. Acredito que esses pontos foram os que influenciaram o reajuste tarifário”, disse Junior.

Ainda durante a reunião da Aneel, os diretores Helvio Guerra e Camila Bomfim ressaltaram os esforços executados por vários entes para a mitigação dos impactos tarifários, como a CDE Eletrobras, que mitigou a chance de um reajuste maior. O esforço de redução impediu que o aumento chegasse a 27,64%.

“Nós iniciamos um reajuste tarifário com 27%, ou seja, somando a parcela da geração, da transmissão, da distribuição e os encargos setoriais o consumidor da Enel São Paulo perceberia um incremento de 27,64%, porém com algumas medidas mitigadoras que o Governo Federal, a Agência Estadual e a própria distribuidora implementaram foi possível chegar nesses 12%”, esclareceu Junior.

Ele ainda destacou que a conta de escassez hídrica que foi um financiamento setorial utilizado e aprovado pelo Governo e aplicado pela Aneel reduziu em torno de 2,82% “A antecipação dos recursos da Eletrobras em virtude da privatização foi utilizado para a redução tarifária de 2,6% e também um crédito tributário que a companhia ganhou de uma ação no STF que reduziu aproximadamente 9% a conta de energia do nosso consumidor”, explicou.

O executivo afirmou que o reajuste aprovado hoje de 12,04%, cerca de 3,6% ficam com a distribuidora. “A porcentagem que ficou com a distribuidora é para pagar todos os seus custos e fazer a operação, manutenção e investir. Vale lembrar que desde a aquisição da antiga Eletropaulo, a Enel já investiu mais de R$ 4 bilhões no sistema elétrico da distribuidora de São Paulo”, ressaltou o diretor da Enel SP.

Segundo ele, apenas em 2021 foi R$ 1,6 bilhão, então este volume foi aproximadamente 60% superior ao ano anterior (2020). “E qual o benefício que isso traz para os nossos consumidores? A gente tem visto uma redução na frequência das interrupções quando comparamos março de 2020 a março de 2022. Nós tivemos uma redução de 3,63 vezes nas interrupções e isso vem reduzindo gradativamente”, afirmou Junior.

“Além disso, no mesmo período a nossa distribuidora de São Paulo trouxe uma duração média de 3,7 horas que o nosso consumidor ficou sem energia. Isso equivale a uma redução de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. O importante a gente destacar aqui que a Enel São Paulo tem a quarta melhor frequência das interrupções, ou seja, no Brasil ela está com uma quarta melhor e isso é resultado dos nossos investimentos e do nosso compromisso com os nossos consumidores aqui no Estado de São Paulo”, finalizou o diretor da Enel SP.