Bank of America reduz preço alvo da ações da Cteep

Redução é de 8% e considera impacto das alterações propostas nos recebíveis de RBSE e novos projetos conquistados pela empresa no último leilão de transmissão

O Bank Of America reduziu o preço alvo das ações da Cteep, passou de R$ 25 para R$ 23. Segundo relatório da instituição financeira, essa diminuição de 8% incorpora questões como as alterações propostas nos recebíveis de RBSE da nota técnica Aneel 85/2022 e os novos projetos greenfield conquistados pela empresa no último leilão de transmissão cujo capex é estimado em R$ 3,9 bilhões.

O Bofa reiterou a classificação de ‘Underperform‘ para a transmissora. Esse posicionamento, explica, deve-se aos rendimentos abaixo dos pares, está em 4,6% versus 8,4% de outras empresas que são consideradas na comparação, e ainda a TIR implícita que está em 7,3% real versus 9,5% da Alupar, exemplifica. “Em nossa opinião, os níveis atuais de avaliação não refletem adequadamente os riscos de execução no plano de capex de mais de R$ 7 bilhões, e há o potencial positivo limitado de iniciativas de crescimento devido ao cenário competitivo”, avalia o banco.

Segundo o BofA, as ações devem ter um desempenho inferior nos próximos meses, dada a combinação de uma avaliação mais otimista e uma visão mais construtiva sobre o Brasil. Mas, em linhas gerais considera que a transmissora oferece um portfólio premium de linhas de transmissão capaz de sustentar uma geração de caixa livre sólida e estável, bem como um balanço patrimonial robusto, com alavancagem confortável. E ainda considera que a geração de caixa é forte, suportada pelos recebíveis da RBSE.

Para chegar ao novo preço alvo, o banco aplicou um um modelo DCF (fluxo de caixa descontado, na sigla em inglês) descontando o fluxo de caixa livre para o patrimônio até o final dos períodos de concessão a um custo de patrimônio de 7% (termos reais). “Assumimos que todas as suas concessões de transmissão expiram e não são renovadas, portanto não há valor residual”. explicou a instituição.

Contudo, como todo relatório de instituição financeira há os riscos de alta. Nessa classificação entre outros pontos, oportunidades atrativas de fusões e aquisições, resultado positivo na disputa judicial de benefícios de aposentadoria da Lei 4.819/58, participação nos próximos leilões.

Já pelo lado negativo, aponta capex/WACC de reforço abaixo do esperado, eliminação do benefício fiscal de JCP, retornos abaixo do esperado no leilão de novas linhas de transmissão e mudanças não previstas no marco regulatório.