A última revisão semanal do Programa Mensal de Operação de setembro aponta uma desaceleração mais forte do que o previsto na carga. Enquanto a previsão na semana passada era de redução de 3% agora esse índice está 1,2 ponto porcentual menor, a previsão a uma semana do PMO de outubro é de queda de 4,2%
À exceção do Norte que tem projeção de expansão de 6,3%, ainda influenciado pela retomada neste ano de um grande consumidor de energia, no resto do país a retração é forte. No Sudeste/Centro Oeste está em 4,8%, no Sul é de 5,6% e no Nordeste de 6,4% quando comparado ao mesmo período de 2021.
Em paralelo o Operador Nacional do Sistema Elétrico aponta que o nível de vazões melhorou significantemente no maior submercado do país, o SE/CO. A previsão é de encerrar setembro com energia natural afluente equivalente a 81% da média de longo termo, cerca de 10 p.p. acima do que estava projetado semana passada. No Sul houve redução das estimativas para 86% da MLT, no Norte continua em 78% e no NE está em 64%.
Com esses números o nível de armazenamento dos reservatórios deverá fechar o mês de setembro acima de 50% em todo o país. No SE/CO é de 50,2%, no Sul é de 82,3%, no NE é de 66% e no Norte o índice projetado é de 77,8%.
Assim, a previsão de custo marginal de operação médio para a semana operativa que se inicia neste sábado, 24 de setembro é de R$ 36 por MWh em todo o país. A carga pesada é calculada em R$ 36,95, a média em R$ 36,46 e a leve em R$ 35,18 por MWh.
O despacho térmico para o período continua a ser todo ele feito por inflexibilidade declarada pelas geradoras térmicas. Está em 4.929 MW médios.Com esse volume, diz o ONS, que é indicado pelo modelo Decomp na etapa de programação semanal, o custo
de operação esperado para a semana operativa atual é de R$ 363,3 milhões. Mas pode sofrer alterações devido aos resultados do Dessem e às alterações nas condições de operação ao longo da semana.