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Precisando descarbonizar 6% da matriz elétrica até 2050 para cumprir com o Acordo de Paris, a Câmara de Comercialização da Energia Elétrica entende que esse processo deverá ter o gás natural como combustível de transição energética brasileira, que atualmente representa 2,5% do total da energia produzida no país. “Temos convicção de que podemos contribuir com o avanço do mercado do gás, pois temos conhecimento e capacidade técnica para tal”, afirmou o presidente da entidade, Alexandre Ramos, durante o primeiro painel do Enase 2023, evento promovido pelo Grupo CanalEnergia/Informa Markets que acontece nesta quarta-feira, 21 de junho, no Hotel Windsor Oceânico, no Rio de Janeiro.

O executivo destaca que o gás entra no pilar de novos negócios da CCEE, que poderá auxiliar o balanceamento de consumo e injeção, como também realizar toda a administração dos registros, como faz atualmente no setor de energia. Ramos também lembra que até 2050 haverá 12,5 GW de contratos de térmicas sendo encerrados, cerca de 50% até 2030 e uma segunda leva até 2040. Já olhando no longo prazo, ele salienta o potencial do hidrogênio renovável e o propósito da Câmara de Comercialização em colaborar para novos mercados eficientes e sustentáveis, acreditando em um ambiente de união de fornecedores e consumidores do mercado de gás no curto prazo.

“Se estamos bem na oferta de energia renovável, precisamos evoluir muito no lado da demanda. Nos últimos dois anos o crescimento do mercado não passou 2%, e nesse ano o aumento previsto é de 6%, sem considerar a GD”, aponta, salientando que a oportunidade de eletrificação de diversos setores e a conquista de outros mercados ganham destaque inevitável para a economia circular via energia renovável.

Presidente da CCEE destacou uso do gás para transição energética e do hidrogênio no longo prazo

Ramos também comentou algumas ações para a concepção de um mercado livre seguro e eficiente, como a valoração dos atributos das renováveis assegurados pelos processos de certificação, diante de uma tendência de conscientização da busca por produtos verdes. Outros dois ambientes chave para descarbonização do país, em sua visão, é a efetivação do mercado de carbono, que representa atuais 5% da energia renovável do país, além do já citado H2.

“Estamos analisando como podemos auxiliar no crescimento desse mercado de carbono, com foco em atuar na averiguação de outras certificadoras”, comenta o executivo, citando um grupo de trabalho em curso para esses dois assuntos e neste ano passando a fazer parte do fórum de hidrogênio do Banco Mundial, com a pretensão de ir para a segunda fase de certificação da molécula.

Potencial de migração em janeiro é de 72 mil unidades

Sobre o potencial de migração para o Grupo A, da Alta Tensão, um novo estudo apresentado pela CCEE mostra quase 72 mil unidades consumidoras a partir de janeiro de 2024. O montante é de 202 mil unidades, tendo 37 mil já migrado para o ACL (81% da carga) e 93 mil já tendo vínculo com a GD. A entidade possui cerca de 14.406 agentes, média de 90 mil contratos registrados por mês e mais de 56 mil medidores devidamente monitorados.

“No ano passado foram movimentados mais de R$ 100 bilhões, dos quais R$ 32 bilhões para as contas setoriais”, relata o presidente da CCEE.

Ademais, ele disse que a organização está completamente preparada para implementar a abertura do Grupo A, aguardando algumas definições como a atuação dos agentes varejistas e como será tratada a questão das medições, se ficará com as distribuidoras, com os comercializadores varejistas ou a entidade terá acesso direto a esses medidores, o que não seria factível.

“Esperamos que tenhamos tempo suficiente nesse ano para fazer ajustes nesses processos do sistema”, complementa Ramos, informando que atualmente são cerca de 74 agentes varejistas registrados e 45 em processo de admissão no mercado.