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A Copel realizou nesta terça-feira, 15 de agosto, a sua primeira teleconferência com investidores no formato de Corporation. O CEO da companhia, Daniel Pimentel Slaviero, destacou que desde a apresentação do projeto de lei na assembleia legislativa do estado do Paraná, em 21 de novembro do ano passado, foram exatas 38 semanas para tornar a empresa privada. “Nesse período superamos inúmeros desafios, mas sempre tivemos claro que este modelo de corporação sem um controlador definido e com o estado Paraná tendo uma Golden Share, garante investimentos mínimos na distribuição”, disse o CEO.
E com isso, o resultado foi a precificação da oferta no valor de R$ 8,25 por ação, um desconto de meio por cento do preço de tela do dia 8 de agosto, que foi o dia do fechamento. “Se considerarmos o desempenho das ações desde o lançamento da oferta, em 24 de julho, a performance ficou em 5,7%”.
Segundo o executivo, a demanda do papel foi muito alta e eles tem observado inclusive no volume financeiro após a oferta e com investidores nacionais e internacionais. “Agora que está concluído o processo de transformação, o nosso foco e objetivo absoluto da administração, está na execução”, ressaltou Slaviero. Ele destacou que as prioridades são pessoas, papel da holding, eficiência operacional e alocação de capital. E ainda afirmou que a consequência de renovação das suas três maiores usinas era o melhor caminho para o futuro da Copel.
O CEO declarou que tem certeza que os novos acionistas tem um amplo conhecimento do setor elétrico e uma visão de longo prazo e irão colaborar para colocar a Copel em outro patamar entre todas as empresas do mesmo segmento.
Quando questionado sobre o PLR do trimestre, o executivo da companhia afirmou que ele continuará em linha com os anos anteriores a 2022, pois no ano passado teve a questão do PIS e Confins que influenciou e fez zerar o PLR, mas estão confiantes que irá retomar aos patamares normais.
Com relação a venda de Usina Elétrica a Gás de Araucária, a Copel afirmou que ela tem uma situação desafiadora por ser uma merchant e ter um retrofit recém feito. Os executivos lembraram que o processo de desinvestimento começou liderado pela Petrobras, em que a Copel depois se juntou em março deste ano e a própria Petrobras pediu a suspensão de todos os desinvestimentos por 90 dias, e esse prazo já passou. E a ideia da Copel é fazer uma consulta para que a empresa responda até o final desse mês se eles pretendem continuar com o desinvestimento deles. E se eles não continuarem a Copel irá seguir nesse caminho sozinha.
Durante a teleconferência, os executivos declararam que a Copel já recebeu algumas consultas sobre esse ativo, mesmo ele estando descontratado. O CEO da companhia ainda citou que como o projeto não está despachando, ele gera um Ebitda negativo na casa de R$ 80 milhões e afirmou que não vão entregar a qualquer custo e vão seguir nesse processo agora. Segundo os executivos, até o final do primeiro trimestre de 2024 este processo será concluído, a não ser que tenha uma proposta. Porém o objetivo é viabilizar o negócio da UEGA que seja atraente para a Copel e que dê retorno.
Eles afirmaram que a perspectiva de despacho dessa usina não é de curto prazo e na visão 2030 da Copel, eles acreditam que terão sucesso em viabilizar o desinvestimento dessa unidade e focar nos ativos de renováveis, principalmente geração, transmissão e também na distribuição. Eles têm boas expectativas.
Quando questionados sobre as oportunidades de expansão em greenfield e brownfield, os executivos declararam que Copel teve oportunidades, considerando investimentos em distribuição e que apesar de robustos vão aumentar na reta final do ciclo, porém, eles ainda são insuficientes para da geração de caixa da companhia.
Dividendos
A Copel irá realizar em setembro uma reunião para apresentar uma proposta de dividendos com pagamento programado ainda para 2023. O CEO da companhia disse que seguirá a política da empresa e não terá surpresas.